sexta-feira, 17 de maio de 2013

E se...

Qual pai não tem um punhado de preocupações com seus filhos homens? E se ele usar drogas? E se fumar? E se dirigir bêbado? (como muitas vezes eu fiz) E se for um pasmado? Etc, etc. 

Mas acho que a principal e mais polêmica do pai de filho ticudo é indiscutivelmente: 

E se for veado? 

Atenção! Zero preconceito da minha parte. A preocupação existe não em relação à minha aceitação, mas pelo sofrimento e dificuldades que o filho passaria se essa fosse sua opção sexual... 

Pois dias desses estava em debate num programa de rádio famoso aqui no Sul a questão relativa à homofobia. Casualmente, viajava com meu pai e começamos a debater o assunto. Qual seria minha reação eu me perguntava. Lembro que certa vez decidi furar a orelha para usar brinco. Evidente que meu maior empecilho não era a dor ou qualquer coisa do tipo, mas o que meu pai pensaria de mim (meu velho à época era juiz de direito...). Bueno, estávamos os dois no carro e larguei: Pai, acho que vou usar brinco. Ele: Tudo bem. Eu: Queria te falar pra não ficares preocupado. Ele: Preocupado com o que? Eu: Que eu fosse veado. Ele: Mas tu é veado? Eu: Não, claro que não. Ele: Então tá bom. Boa sorte. 

Usei brinco uma semana. Infeccionou o buraco e o que era para ficar bonito, virou uma orelha purulenta...
...

De volta à atualidade. Papo vai, papo vem, depois de longos discursos sobre o tema meu genitor me larga a pérola: Eu tinha medo que tu fosse.. Eu: Como assim? Ele: Bom, quando saí de casa, moravam contigo tua mãe, tuas três irmãs e tua avó... Eu: E mesmo assim tu saiu de casa? Velho FDP! Vai tomar ˆ&#*ˆ@*&Qˆ!*!!!! Porra! Ele: Calma, pensa pelo outro lado, se tu não virou veado é porque tu é macho pra caralho! 
Confesso que havia superado meus traumas pela separação.. até aquele momento. 
...

Mas e se meu filho for? Evidente que meu discurso seria o de aceitação. Quero mais é que ele seja feliz e não viva em conflito, amargurado e triste. A felicidade é o único objetivo que justifica todo resto nessa vida.

Quando a gente pensa nas diversas fases que nossos filhos passarão, é normal imaginarmos determinadas situações marcantes: o primeiro sorriso, o primeiro dente, o primeiro passo, a primeira palavra e assim por diante. Imagino o dia em que o Bernardo vai me apresentar sua namorada. Por certo que a primeira pergunta que faria para ela seria: Gremista ou Colorada? Seja qual for a resposta, a pergunta serviria muito mais para quebrar o gelo da situação e o embaraço da menina do que para me decepcionar em relação à sua resposta. 

Agora se meu filho viesse me apresentar o seu namorado, a pergunta seria diferente, quase uma afirmação. Olharia bem no fundo dos olhos do cara e perguntaria: Gremista né? 

Depois, ofereceria uma cerveja para acompanhar o churrasco. Felicidade lembram? É o que vale... 

Até a próxima, Paizão. 


sexta-feira, 29 de março de 2013

... o resto dos dias...

... e de repente estávamos sós. Logo que Bernardo foi dormir, comecei a notar as diferenças de não se ter uma mulher em casa. Depois de zanzar e brincar muito pela casa, chegou a hora de dormir. Fazer ele encontrar Morfeo nunca tinha sido problema para mim. De fato já estava bem acostumado. Mas a dúvida era: colocar ele no berço do quarto dele ou leva-lo para dormir comigo na cama? Evidente que a vontade era de dormir  junto, mas seria isto o melhor? E se ele acostumasse mal(?) e depois não quisesse mais voltar a dormir na sua cama? 
Bueno, juro que tentei ser o mais racional possível, mas olhar essa coisinha aí do lado, dormindo sozinho no quarto dele, foi demais para mim... Afinal, uma das mais doces lembranças que tenho era a de ir para cama dos meus pais quando pequeno. Porque privá-lo disso?? Mas eu não contava com uma coisa: quando ele dormia conosco, no meio da madrugada sempre acordava para mamar. Dito e feito, ele acordou na madrugada e foi reto procurar sua fonte de alimento. Literalmente deu com os beiços no travesseiro da Karina. Bom, daí foi um tal de "mamama" pra lá, "mamama" pra cá e eu sem saber se era de "Mamar" ou de "Mamãe". Mas considerando que depois de uma mamadeira de iogurte ele voltou a dormir, fico com a primeira opção. 
...
Acordamos (na verdade ele), as 07:30hr da manha. Como a Karina tinha feito uma aposta comigo de que nesses 08 dias fora, o Bernardo só iria tomar banho dois dias depois que ela fosse embora, dei logo um jeito de ganhar a aposta e fui banhar a figura. Enchi a banheira dentro do box e coloquei o pintucho dentro... Bom, ele tomou banho e me deu um banho, tanto que desisti da idéia e entrei logo de vez no chuveiro com ele. 
... 
Eu podia dizer que nos primeiros dois dias a situação foi complicada. Entretanto, acho que esta seria uma leitura equivocada do que estava acontecendo. Prefiro acreditar que no inicio estava me adaptando a nova função de "mãe" (o que é impossível, mas...). E digo isso porque à medida em que realizava as tarefas que antes eram exercidas pela nega, o Bernardo reagia diferente comigo por igual. Acorda-lo, dar lhe café da manhã, vesti-lo para escola, arrumar a mochila e etc, são tarefas que por mais chatas que pareçam, acabam nos aproximando muito de nossos filhos. Cansa? Evidente que sim. Mas faria tudo de novo sem titubear um segundo, porque a gratificação que se sente é indescritível. Enquanto isso, Karina me mandava as fotos da nevasca em Londres... #nemsentiinveja
Mas foi tudo tão bem que lá pelo quarto dia, quando ele sentia sono, nem precisava sair correndo atrás dele. O pintucho vinha por conta procurar meu colo. Se encaixava no meu peito deitado no sofá da sala e assistia TV até adormecer. 
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Para quem não sabe, perdi minha mãe uma semana antes de saber que estava grávido. A Dona Maria Elaine, era insaciável no cuidado dos filhos e nesse período me fez muita falta. Por umas três vezes, estranhava o fato de que ela ainda não tinha me ligado no dia perguntando se eu não precisava de nada. Se viva fosse, teria se oferecido para posar aqui em casa todos os dias até a Karina voltar... 

Outra sensação estranha que aconteceu, foi perceber como implicitamente o casal confia um no outro acerca dos cuidados com o filho. Explico: quando a Karina estava em casa, não tinha aquela preocupação de ir até o berço saber se estava tudo bem ao primeiro som estranho que ouvisse. Durante este período, cheguei a ir 07 vezes na mesma noite dar uma checada no carinha. Óbvio que a única coisa que mudava era a posição que ele estava... Mas o senso de responsabilidade, de que nada podia acontecer de ruim efetivamente aumentou. Sequer aquela cerveja do final de semana eu tomei... Vai que dormisse e não ouvisse o choro dele??? 

Aliás pensando nisso, comprei de um amigo um alarme muito legal. Depois de tanto saber de pais que esquecem seus filhos nos carros quando vão trabalhar ou ir ao supermercado, resolvi adotar esse equipamento. É muito útil. Vem uma pulseira que é colocada no pulso do pequeno ou na roupa e um dispositivo que vai no chaveiro da casa ou do carro. Ele aciona um som e vibra se você se distância tantos metros e também serve caso o pequeno se aproxime (para pais que possuem piscina em casa). É um produto muito bom e útil. Caso haja interesse de alguém, eu passo o contato do meu amigo! Vale a pena o investimento.
...
Muitas pessoas vinham em minha direção e diziam: "Agora tu vai aprender a dar valor para a Karina" e coisas desse tipo. Bom, eu sempre dei valor. Aliás, se teve alguém que incentivou a viagem foi eu. A nega, orgulhosamente começou como estagiária na TOK, sem a ajuda de ninguém. Única e exclusivamente com mérito próprio. E lá foi crescendo na proporção do seu talento e hoje conseguiu realizar esse sonho. Penso que ter ciúmes  ou inveja nessas situações, nada mais é do que manifestar nossa insegurança ou incapacidade de atingirmos por conta própria, o mesmo estágio profissional e pessoal. Assim, desejo que a Karina continue crescendo, viajando, conhecendo novas pessoas e assim por diante. Mas que depois de tudo isso, ela ainda sinta vontade de voltar para casa. Como de fato, foi o que aconteceu! 
Se aprendi a dar valor para a mãe do meu filho, tenham certeza que ela aprendeu também a valorizar o cara que ficou cuidando do Bernardo nesses dias enquanto ela, buscava seu crescimento profissional do outro lado do oceano. Quem ganhou mais?? A resposta é evidente: O Bernardo.

Nega voltou! Na mala, milhares de presentes, muitas histórias para contar e a certeza de que não há lugar como nosso lar... 

Fico por aqui, 
Um Beijo, Paizão.

P.S. Esse post vai dedicado para a Vanessa Q. que carinhosamente me cobrou a continuidade da epopéia! 

terça-feira, 19 de março de 2013

Day #1

Buenas, se foi a nega... Não, não sejamos tão dramáticos. Ela apenas foi viajar a trabalho para Europa e passará 8 dias longe de nós! Isso quer dizer uma coisa:

FFREEEEEEEDDDDDOOOOMM!!

Juro que essa foi a primeira sensação que me veio quando virei as costas para ela no aeroporto junto com meu filho de 01 ano e 02 meses no colo. Afinal, é a primeira vez que eu vou ficar sozinho com ele! 

Porém, foi só entrar no supermercado para comprar a comida dos próximos dias que tudo mudou. Não sei porque, mas nada que diz respeito ao Bernardo e eu, é fácil ou simples. 

Cheguei no supermercado e me lembrei que havia deixado o carrinho dele em casa para que coubessem as malas da Karina no carro. Uma mulher que trabalha com moda e vai pra Londres a trabalho não poderia ter levado malas normais. Cabíamos todos dentro da mala menor que ela levou... Bom, fui atrás daqueles carrinhos que tem lugar para colocar o bebê e fazer compras ao mesmo tempo e não havia nenhum disponível. Nisso, foram 20 minutos esperando que algum vagasse. Bernardo, que havia saído da creche às 17:00 hrs e não havia comido nada (já eram 19:30 hrs), estava insano de fome. Depois de manietar o pequeno no carrinho, fomos direto para o departamento de bolachas. Abri um pacote de Waffer de chocolate para ele enganar o estômago enquanto comprava o resto das coisas. 

Vamos a lista de compras... e eram exatamente 47 itens, aleatoriamente distribuídos por absolutamente todo o supermercado. Deixa eu explicar uma coisa para vocês: quando se faz lista de supermercado é altamente recomendável dividir os objetos pelas categorias. Frutas, material de limpeza, frios, carnes iogurtes, verduras, etc. Porque se você não fizer assim, nós homens que não temos a habilidade de enxergar supermercados como "entretenimento", podemos ficar rapidamente de mau humor. Ainda mais se estivermos sozinhos com nosso filho... 

Depois de ir e voltar de uma ponta a outra procurando molho de tomate e requeijão, leite e creme de leite, pizza e gilete, entendi que a lista não estava em ordem. Bom daí em diante tudo foi bem mais fácil.

Mas adivinhem!!!! Óbvio que o Bernardo pra me ajudar fez um cocô ÉPICO! Como estava indo para o caixa e ele com sono, resolvi deixar para troca-lo em casa. Entretanto, o negócio exalava um odor que três tias diferentes me avisaram que "havia carta no correio". Acho que pensando que eu não havia me dado conta... 

Chegamos em casa, depois de 4 viagens entre carro e elevador para descarregar as compras, fui trocar o pequeno. Bom, quando eu abri a fralda dele, eu podia jurar que a professora que deu comida para ele hoje estava de sacanagem comigo. REPUGNAVA! Era uma pasta cor de beringela que de tão fedorenta, dava pra sentir o gosto na língua! Foram uns 17 lenços úmidos para dar conta do estrago. 

Feito isso, era hora da janta. Preparei uma mamadeira de iogurte e antes mesmo de terminar, ele já estava piscando os olhos de sono. Como ele está um pouco gripado, a ordem era aplicar Sorine antes de dormir. Surgiu a dúvida: dar ou não dar? Dei... Com ele meio dormindo mesmo. E foi a pior decisão da minha vida!!! Óbvio que ele não entendeu o que estava acontecendo e acordou de vez apavorado! Isso sem contar que ele ficou uns bons 5 segundos sem respirar e eu quase bati asas atrás da nega que recém chegava em São Paulo. 

Mas depois do susto, deu tudo certo. Pintucho segue dormindo até agora e com a respiração excelente. Trocado, limpinho e de barriga cheia. Acho até que vai sobreviver.. hahahah.

Por hora, a foto acima retrata bem o sentimento. Saudade é o rastro que a felicidade deixou já dizia o poeta... 

Amanhã tem mais! 

Super Beijo, Paizão. 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O "Upa".

Bernardo começou a caminhar há cerca de um mês. Lembro do meu post "Os filhos não vem, eles vão", e de fato minha teoria estava certa. Ele não pára mais quieto. Absolutamente tudo é motivo de descoberta. Observa e presta atenção em qualquer objeto novo que é inserido em seu campo de visão. O problema é que  somente quando a última gota de energia se esvaiu, o que demora para acontecer, o Bernardo dorme. Chega a ser engraçado ver ele tropeçando nos brinquedos ou tentando ficar com os olhos abertos para não descansar. Outra consequência que notamos é que o gasto de energia é maior que a ingestão. São cerca de  5 refeições por dia, mas a "malhação" é pesada e por isso ele engorda pouco. Meu filho nunca vai fazer o tipo "bebê Johnson". Ele esta mais para o tipo atlético. 

Mas segundo nossa Pediatra, mesmo que não esteja ganhando peso como deveria, o que importa é que está 100% saudável. E cá para nós... mil vezes um filho ativo e da pá virada do que um pasmado rechonchudo. 
...

Já que o pintucho está crescendo é normal que a gente comece a querer que eles nos imite naquilo que fazemos. Ainda temos a tendência de começar a pedir para que faça coisas que pedimos: "Diz oi!", "Dá tchau filho!", "Manda beijo!" e assim por diante. 


Foi então que certo dia começamos a pedir para o Bernardo dar um "Upa", ou seja um abraço. E ele deu... 



Dormir com o B. é divino. É a máxima sensação de proteção que você pode dar para uma pessoa. É quando a criança se entrega para você. É como se ela dissesse: "Ok, vou confiar em você e te deixar ser meu colchão." Um filho dormir no seu colo significa que ele sabe que não importa o que aconteça, ele estará protegido. 



Mas o "Upa" é algo para além disso. É a materialização da retribuição de todo carinho e amor que você tem dedicado ao seu pequeno. Uma vez me falaram que o amor pelos filhos só cresce. Eu desconfiava que fosse mentira e estava errado. De fato, o amor só aumenta. E muito deste processo em relação ao meu filho, começou depois do "Upa". Buscando na memória, não lembro quando foi que recebi um carinho tão sincero e puro. E aqui cabe um parênteses: sinceridade, na Roma antiga era o nome dado à obras de arte sine cera. É que por vezes os artistas realizam seus trabalhos em blocos de mármore maciços. Quando eles erravam alguma cosia ou talhavam com muita força, usavam uma mistura de cera de abelha para tapar o furo e esconder a imperfeição. Só que com o tempo a cera envelhecia e acabava caindo, mostrando o que estava por trás... Logo, os imperadores começaram a pedir obras de arte sine cera, ou seja sem cera = sinceridade. 



Os bebês desenvolvem um milhão de atividades por dia. Cada hora eles estão observando  algo diferente e brincando com alguma coisa. É difícil você prender a atenção deles. Quando recebi o "Upa" do B., naquele exato momento eu era o centro de toda sua atenção. Dentre o universo de coisas que ele tinha para fazer, brincar, descobrir ele queria a mim. Acho que por isso foi tão forte a sensação. Eu era o mundo dele naquela hora. E isso é o que um pai mais pode querer para seu filho: que ele sinta o amor que você tem por ele. 


E assim são os "Upas" do Bernardo. É um abraço com a alma, sem nenhum porém, sem nada em troca. É um toque no coração. Como diria Calvin para Haroldo: é um abraço tão forte, que acaba espremendo as lágrimas para fora... 


Um super "Upa", Paizão.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Save the Date do B.


Com toda certeza, a frase que mais tenho ouvido nos últimos tempos é: Parece que foi ontem. E é a mais pura verdade. Parece mesmo. 

Chegando próximo da data de aniversário do Bernardo, comecei a lembrar de como foi toda função do seu nascimento, como num filme. Desde a hora que a nega chegou na sala depois de ir deitar com a bolsa estourada até o primeiro instante em que o vi na vida. Foram 12 meses de intenso sentimento, de muito aprendizado e de muita felicidade. Tenho a impressão que a gente zera o hodômetro da vida e começa a aprender tudo de novo. É como se você pegasse seus livros de colorir da infância e fosse pintando tudo de novo com novas cores. 

E foi nesse sentido que resolvemos fazer o video acima. Como se a vida dele fosse um filme com pré-estréia e tudo mais. 

Abaixo, vai o convite, também no mesmo estilo. 


 Logo mais, posto o video do aniversário que esta em fase de produção...

Um beijo, Paizão. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Os filhos não vem, eles vão...

Sempre fui ansioso em relação à paternidade. Eu sabia que tinha nascido para ser pai. Mas hoje percebo que esta meta estava abaixo de vários outros fatores que sempre vinham em primeiro lugar: dinheiro, estabilidade profissional, viagens para fazer, festas, etc.

Para quem não acompanha o Blog, saiba que o Bernardo não foi programado. Pelo contrário, cogitava sua vinda apenas depois de cumpridas as tarefas acima declinadas.

Hoje, com ele percebi entre diversas outras coisas que a paternidade nos revela, mais uma lição de vida. Pergunto: o que de fato nós fazemos para concretizar nossos sonhos? 

Ora, se meu desejo era ser pai, não precisava super-valorizar outras condições que me pareciam empecilho para tanto. Tudo se encaixa. Você consegue o dinheiro que precisa (ou consegue viver bem com o que tem), percebe que é mais estável profissionalmente do pensava ser e que viagens e festas simplesmente deixam de ser a coisa mais importante que você tem vontade de fazer. O melhor: não dói absolutamente nada! 

Uma bela noitada com direito a ressaca no dia seguinte, cede espaço para que você levante cedo numa manhã de sábado ensolarado e vá andar de bicicleta com seu melhor amigo. Lembro que quando pensava em ser pai, esse programa era a personificação do ápice de felicidade que se podia sentir tendo filhos. Só não sabia que seria tão melhor do que imaginava. Este foi um, dentre vários, dias perfeitos. 

Recebo muitos relatos de pais que encontram no blog um certo conforto para seus "dramas pessoais". Um que corriqueiramente aparece é exatamente sobre ainda não ser o momento certo. Tudo que escrevo no blog, tem a ver com minha impressão acerca da paternidade. São relatos e confidências pessoais sem a menor pretensão de angariar seguidores ou de servir de verdade absoluta acerca desta jornada. Mas não posso deixar de ficar extremamente feliz quando leio comentários de pessoas que se identificam com o que penso. Então aqui vai um conselho: TENHAM FILHOS! Esse papo de "não é a hora", nada mais é do que seu medo de perder o que você tem e se atirar de braços abertos no desconhecido. Claro, digo isso partindo do princípio de que você esta com a pessoa que ama e tem a mínima possibilidade de manter o filhote. O resto, festas, viagens, falta de tempo, são secundários. Me atrevo a dizer que diversos fatores da sua vida, inclusive seu relacionamento com sua mulher, podem melhorar bastante com a gestação. 

Ter um filho, nos ensina muitas coisas acerca de nós mesmos. Talvez você não esteja pronto para enfrentar a si próprio. Nossos filhos nos enxergam nus. Para eles não interessa se você não é o Messi do futebol, o cara mais popular da turma ou artista de cinema.  Nada do que você vista, tenha ou dê à eles valerá mais que um passeio de bicicleta no parque. Mas uma coisa eu garanto: nenhum dia será igual ao outro.  E quando você acordar numa manhã qualquer, chegar no berço e dar de cara com seu filho, de pé, brincando e rindo com o pacote do brinquedo que ele ganhou da avó, neste dia meu amigo, você vai me dar razão por tudo que escrevi aqui e vai perceber que a felicidade que você tanto queria, (e que achava que tinha nas viagens, festas e no saldo bancário), está ali, de graça sem lhe pedir um tostão sequer. Este é o verdadeiro valor...

Dia desses, Bernardo que já "rastinha" (misturar de engatinhar com rastejar) pela casa precisava comer seu tradicional iogurte do meio da manhã. Eu arrisquei chama-lo pelo nome e ele não só virou para mim, como veio em minha direção. Era mais um desses dias comuns que simplesmente se tornam inesquecíveis. Mas algo mudou meu entendimento sobre todo o processo parental. Posso estar louco, e acreditem, gostaria, mas acho que descobri algo muito legal. Nós já paramos para pensar que ser pai é estar constantemente se afastando dos filhos? Vejamos: a criança é gerida dentro da barriga da mãe, correto? O que vem depois? Ela nasce, ou seja, ela sai de dentro para o mundo exterior aonde encontra o pai. Então, ela precisa estar ou no colo, ou dormindo nos primeiros meses ao menos. Com o tempo, ela já não precisa que você a fique carregando para todos os lados, basta chamar ou mandar. Aos poucos ela vai ganhando autonomia de vôo e segue seus próprios passos. As primeiras palavras começam a aparecer e você já não precisa ajudar para saber o que ela quer até que ela faça as próprias escolhas. Depois começam a escolher seus brinquedos, suas roupas, aonde querem ou não ir, o que querem ou não fazer. Logo, eles farão programas diferentes dos seus e começarão as viagens e as festas. Chegará a faculdade e as namoradas. Depois da profissão vem a autonomia financeira e nem mais pedir aquela grana do final de semana eles precisarão. E assim será o resto da vida... Incrível não é mesmo? 

Então amigos, repito o título deste post: os filhos não vem, eles vão... e o que fica é a saudade que, segundo o poeta, é o rastro que a felicidade deixou.


Fico por aqui, 

Paizão. 

P.S.  Revelo que fiquei bem triste com essa minha constatação... mas isso fica entre nós, ok? 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Aonde entra o Pai nessa coisa toda...

Pois bem. Vocês já pararam para pensar aonde entra o pai na relação mãe/filho? Complicado... Segundo alguns sustentam, o pai é estranho à tudo até o nascimento do pequeno.  Outros relatam que a figura paterna ingressa na jogada ainda na fase gestacional. Tentando compreender um pouco mais sobre isso, entrei em contato com minha prima Priscila Nassif, psicóloga, especialista e mestranda na área. E ela escreveu o seguinte artigo que vale a leitura:

Tornar-se pai e mãe é um dos acontecimentos mais marcantes na vida de qualquer indivíduo, e exige inúmeras adaptações, tanto em nível psicológico quanto biológico e social, já que os pais deparam com uma realidade completamente diferente daquela vivida até então. Necessitam fazer muitas renúncias, tanto da vida social quanto da própria condição de filho ou filha – o que mobiliza identificações com seus próprios pais - assumindo um novo papel perante seu próprio filho. Dessa maneira, pensar na chegada de um filho significa construir um projeto de maternidade e paternidade com expectativas e desejos. Neste projeto, a mãe e o bebê são os protagonistas, mas a presença do pai não é menos importante, pois este vai vivenciar juntamente com a mãe todos os sentimentos envolvidos neste momento de suas vidas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é compreender como acontece a relação pai-bebê e a sua importância para o desenvolvimento da criança.

E quando essa relação começa? Ela inicia desde antes do período pré-natal, desde a percepção da gravidez, e vai se consolidando durante o período gestacional, basicamente a partir das expectativas que os pais têm sobre o bebê, como as características físicas (sexo e cor dos olhos, por exemplo) e características psicológicas (temperamento), e também por meio da interação que estabelecem com ele. Além disso, ela acontece de forma indireta, uma vez que é mediada pela mãe, pois é esta quem gesta o filho e sente os movimentos dele dentro de si. Assim, mesmo durante o período gestacional, momento em que normalmente as atenções são voltadas para a mulher e o bebê, o homem pode desenvolver uma relação com o filho, ocupando seu lugar como pai desde então. Diferentemente do que costumava acontecer, uma vez que tradicionalmente a função do pai durante a gestação era cuidar da companheira para que esta fosse capaz de proporcionar um bom desenvolvimento físico e emocional ao bebê.

Dessa forma, o envolvimento do pai durante a gestação pode manifestar-se através de diferentes comportamentos e sentimentos, por meio da sua participação em atividades relativas às gestantes e aos preparativos para a chegada do filho. Exemplo disso é a presença nas consultas pré-natais e através do toque na barriga, o que favorece a ele experienciar a resposta dos movimentos fetais. Consequentemente, o pai pode também sentir o bebê e construir uma imagem mental dele, o que auxilia o estabelecimento do vínculo entre o pai e o filho. Além disso, a ultrassonografia também tem sido considerada outro recurso facilitador da inclusão do pai no processo gestacional, uma vez que partilha uma posição de igualdade com a mãe no momento do exame, pois ambos enxergam a mesma imagem do bebê e têm acesso às mesmas informações. Assim, a partir desta visualização do desenvolvimento do bebê e de seus movimentos, o pai tende a se sentir mais responsável pelos cuidados com a mãe e o bebê.

O envolvimento paterno também pode variar bastante ao longo da gestação, de acordo com o desenvolvimento do bebê, bem como conforme as características de cada pai. Alguns pais sentem-se profundamente envolvidos com questões da gestação, procurando participar o máximo possível e mostrando uma grande disponibilidade emocional para esta experiência. Podem mostrar maior interesse por bebês, gravidez e parto lendo livros sobre o assunto e buscando todas as informações disponíveis, enquanto outros se preocupam mais com a função de provedor, o que também não deixa de ser uma maneira de se envolver. Alguns estudos realizados com pais, sobre os sentimentos e expectativas relativos à gestação, apontaram para a compreensão desse período como algo intenso emocionalmente, marcado por alegrias, ansiedades e conflitos. Além disso, pôde ser percebido maior envolvimento paterno durante a gestação por meio da imaginação de seus bebês, com a nomeação de suas características físicas e psicológicas, bem como pelo interesse pelo sexo do bebê. Outra maneira encontrada por eles para fazer parte do processo gestacional da companheira foi a participação na escolha do nome do filho e preocupações com a saúde da criança. Após o nascimento do bebê, as expectativas dos pais em relação à gestação foram confirmadas, com a presença de sentimentos positivos e satisfação. Por outro lado, alguns pais não conseguem criar um vínculo tão intenso e sólido com o bebê no período pré-natal, pois não sabem como participar mais ativamente da gestação, entrar em contato com seu bebê e estabelecer com ele uma relação, embora o desejem intensamente. Para estudiosos, a formação do vínculo entre pai e filho costuma ser mais lenta, consolidando-se gradualmente após o nascimento e ao longo do desenvolvimento da criança. A justificativa para isso pode ser o fato de que as diferenças entre a maternidade e a paternidade permanecem, apesar da tendência de inclusão cada vez maior do pai na vida do bebê. Sendo assim, a principal diferença é que somente a mulher pode sentir o filho crescer dentro de si, dar à luz e amamentar. Com isso, pode surgir no homem um sentimento de exclusão, além de suscitar sentimentos de ciúme, inveja, ansiedade e solidão, comumente encontrados nos pais no período gestacional. Pode-se supor que tais sentimentos sejam incrementados devido a poucas pessoas se interessarem pelos sentimentos do pai durante este período de adaptação, que é a gestação. Algumas vezes, é a própria mulher que não proporciona espaço para essa participação, enquanto outras vezes é o próprio homem que não se sente capaz e importante nesse momento, em que geralmente mãe e filho são bastante visados, e o homem acaba ficando e sentindo-se excluído, já que não desfruta da condição biológica de gestar o bebê. Além disso, conforme estudos recentes, alguns pais podem estar ainda se adaptando à nova condição da paternidade, o que pode dificultar, para eles, imaginar mais detalhadamente o bebê e se conectar com o mesmo. Por outro lado, outros estudos, realizados também com pais, indicaram que alguns deles ainda encontravam dificuldades quanto ao envolvimento com seu filho, parecendo não percebê-lo como real e apresentando uma baixa ligação emocional com a gestação. Outro dado interessante das pesquisas referiu-se ao fato de que a participação nos cuidados com o bebê após o nascimento não se mostrou tão efetiva quanto planejado, embora houvesse grande proximidade e afeto na relação pai-bebê. Dessa forma, pareceu haver uma busca de inclusão paterna nos cuidados destinados ao bebê, mas de maneira ainda tímida. Assim, concluiu-se que estes pais desempenhavam a paternidade tradicional, já que a atuação deles durante esse período foi determinada por questões de gênero ainda instituídas na sociedade, como a mãe, cuidadora do bebê, e o pai, mais distante, como mero provedor.

Sabe-se que os pais também podem sofrer angústias e ter fantasias como as mulheres, embora menos intensas. São exemplos disso a Síndrome de Couvade, caracterizada por um conjunto de sintomas físicos e psicológicos semelhantes aos da mulher que podem aparecer nos homens durante a gestação. Eles apresentam sensações semelhantes às da companheira grávida e podem engordar e ter enjoos, desejos, crises de choro ou mesmo depressão. Um estudo brasileiro indicou que esta síndrome atingiu metade dos homens entrevistados. Já a depressão pós-parto masculina, distúrbio que também vem chamando a atenção de pesquisadores, afeta 10,4% dos pais, sendo seu ápice entre o 3º e o 6º mês do pós-parto, período na qual a sua ocorrência sobe para 25%. Estudiosos sobre o tema mostram uma correlação com a depressão pós-parto materna, chegando a apresentar o dobro de frequência no homem cuja esposa está deprimida. Os efeitos da depressão paterna são inegáveis e além de acarretar grande sofrimento para o homem, podem se tornar persistentes e prejudiciais ao comportamento e desenvolvimento emocional das crianças entre 3 e 6 anos.

Além da gestação, outro momento em que o homem pode participar dos preparativos para a chegada do bebê, se assim o desejar e estiver disponível, é o acompanhamento do parto. Alguns pais assumem a tarefa sem dificuldade, funcionando como suporte emocional da mulher e de acolhimento ao bebê na sua chegada. No entanto, pesquisas revelam que pouquíssimos pais manifestam o desejo de assistir ao parto. Isso acontece, talvez, devido ao próprio pai sentir-se despreparado para acompanhar a experiência de nascimento do filho. Ele pode vivenciar um extremo desgaste emocional, pois a intensa ansiedade experimentada por alguns pais frente à dor sofrida por sua parceira, bem como as preocupações em relação à saúde do bebê e da mãe podem, muitas vezes, resultar em intervenções médicas desnecessárias. Assim, a literatura aponta que, caso eles sejam pressionados a participar, poderão tornar o trabalho de parto mais complicado para todos os envolvidos. E o que se costuma perceber é que a equipe médica frequentemente desconsidera toda esta carga emocional, exigindo do pai que acompanha o parto um papel que ele não tem condições de assumir, de extrema tranquilidade e contenção das ansiedades da parturiente. Dessa maneira, para que a presença do pai durante o parto seja positiva, ele necessita de treinamento e apoio desde a preparação para este momento, como os cursos destinados a isso, para que não fiquem pouco à vontade e sentindo-se deslocados, como geralmente ocorre. Porém, os cursos de gestantes mostram em sua própria denominação um convite à mãe e uma exclusão do pai, o que também é evidente em seu funcionamento, que muitas vezes não permite a participação dos pais. Estudos indicam que esta inadequação dos cursos de preparação para o parto às necessidades dos pais pode ser uma das explicações para a pequena menção a estes cursos. A exclusão do pai em alguns hospitais, tanto do exame ecográfico, como do curso de gestantes e do próprio parto, só tende a contribuir para que se exacerbem as dificuldades pessoais de vários pais com a gestação de seu filho e com a transição para a parentalidade. Mas o direito de estar presente na sala de parto não deve transformar-se em obrigação. Deve ser negociado entre o casal e decidido de comum acordo, o que é melhor para cada um.

Comumente, o período em que se percebe o maior envolvimento paterno em relação ao desenvolvimento do seu filho é após o nascimento do bebê. Desde os primeiros momentos, a presença do pai é, sem dúvida, crucial para o desenvolvimento do filho, pois ele poderá dar um bom apoio à mãe que talvez esteja desorientada (o que é bastante comum), não sabendo como lidar com essa nova situação, pois se depara com um ser completamente dependente dela. Além disso, ele é indispensável à constituição do bebê, pois cabe a ele passar a fazer parte de um mundo que antes era só da mãe e do filho, impulsionando a criança a desprender-se da mãe e se desenvolver socialmente, além de impor os limites necessários para um desenvolvimento saudável, sempre servindo de suporte das dificuldades inerentes ao aprendizado deste período. Assim, pode-se supor que a interação entre pai e filho embasa as questões emocionais, sociais, afetivas e cognitivas dos filhos, proporcionando segurança e auto-estima, facilitando a capacidade de aprendizagem e servindo de referência ao filho acerca do universo masculino. A presença do pai também poderá proporcionar o acesso da criança à afirmação de si e confiança em si mesmo e nos outros, à capacidade de se defender e de explorar o ambiente, bem como promover independência e estabilidade emocional.

Já a ausência paterna pode gerar conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança, bem como influenciar o desenvolvimento de distúrbios de comportamento, como a dificuldade de reconhecer limites e de aprender regras de convivência social, com maior tendência para o envolvimento com a delinquência. Podem surgir, ainda, problemas de identificação sexual e problemas na modulação e na intensidade do afeto, com consequências graves, e a longo prazo.

Ao pensarmos sobre a relação pai-mãe-bebê, deve ser levado em consideração, que antes do bebê, como a própria expressão já diz, existem os pais, o casal grávido. Assim, não se pode pensar somente na mãe, mas igualmente devemos considerar o pai, que também tem que aprender a lidar com todas as dúvidas e angústias semelhantes às da parceira, sobre a responsabilidade de se tornarem bons pais. No entanto, a importância do pai para o desenvolvimento saudável do filho não vem merecendo a devida atenção, pois embora esta relação venha sendo tema de muitas pesquisas recentes, prevalecem os estudos sobre a relação mãe-bebê. E esta desatenção já pode ser observada na nomenclatura curso de gestantes. Em primeiro lugar, como já foi discutido durante o texto, porque exclui o pai desse momento crucial na vida dos três: pai, mãe e bebê. Em segundo lugar, pensar na expressão curso de gestantes, ou de pais, que seria mais adequado, nos remete a um momento em que se aprende algo. Porém, ninguém ensina os pais a serem pais. Por isso, sugere-se a nomenclatura grupos de discussão sobre a maternidade e a paternidade ao invés de curso de gestantes, ou mesmo, curso de pais. Recomenda-se, ainda, a realização de pesquisas com os próprios pais a respeito de sua participação mais efetiva quando se trata da transição à paternidade, que se dá desde a gestação até o pós-parto, inclusive quanto ao seu envolvimento nos grupos de discussão e no próprio parto. Pois ao ouvi-los, poderemos evitar que eles encarem o acompanhamento do parto como obrigação, e não como direito, como o é de fato. Caso contrário, estaremos potencializando o distanciamento do pai, ao invés de inseri-lo numa situação em que seu envolvimento é fundamental. Com isso, sua inserção pode se dar antes mesmo do nascimento, diferentemente do que vem ocorrendo, quando seu envolvimento com o bebê ocorre com mais frequência no pós-parto.

Por fim, também deve ser considerado o fato de que como não existe mais a padronização de que pai é o provedor, e a mãe a cuidadora, obviamente está ocorrendo uma transição propriamente dita, isto é, a mudança de um pai provedor para um pai mais carinhoso e participativo, e uma mãe cuidadora que também pode ser a provedora. E isso vem ocorrendo de forma gradual, como as pesquisas estão demonstrando, através dos seus resultados que indicam maior participação dos pais, embora algumas vezes mais tímida. E a sociedade terá de aprender a se adaptar a essa transição, e não exigir uma mudança brusca acerca do comportamento paterno, como vem acontecendo.

Texto incrível não acham? E pensar que há quem diga que o pai somente assume sua função depois do nascimento do pequeno. A verdade é que quanto mais envolvido com todo o processo, melhor para o filho e para o casal. Dividindo as responsabilidades, tudo fica mais fácil. E saber que cada um pode contar com o outro, tranquiliza qualquer perrengue que possa surgir. Por tanto amigos, sejam convictos de vossas escolhas... não basta ser pai, tem que participar!

Um bjão, Paizão. 

P.S. Valeu prima amada pelo apoio e leitura de sempre! Bjão!

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