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quinta-feira, 2 de abril de 2015

É o meu melhor desejo...

 Eu amo meus amigos. De verdade. Sinto saudades, sofro junto, tenho ciúmes (mas não assumo) e adoro estar com eles. 
Considerando que sou quem há mais tempo mantém um relacionamento estável dentre a grande maioria dos casais que conheço, posso dizer que muito do meu casamento se deve às amizades que construímos e mantemos durante todo esse tempo. 
Já passei por poucas e boas para chegar até aqui e digo que não foi fácil. Mas exatamente essas dificuldades do passado são o que me mantém firme quando a coisa não vai bem. E os amigos, são tudo, quando mais precisamos deles. 
Tenho uma dívida de gratidão com um punhado de pessoas. Mas especialmente hoje, quero agradecer duas muito especiais pela amizade incondicional. Ao Guilherme e Laura. 

E digo hoje, porque desde o casamento deles, devia um texto com meu desejo de felicidades para o casal. Fato é que cada vez que tentava escrever, nada saía. Não conseguia dimensionar o tanto que lhes quero bem em palavras. Existem alguns sentimentos que precisam ser vividos para que se possa precisar sua real importância e significado. Eu sempre quis ser pai. Nunca me pairou qualquer mínima dúvida sobre isso. E confesso que minha realização no plano sentimental no que atine à felicidade veio depois do Bernardo e da Martina. Ser pai é definitivamente a melhor coisa do mundo. 

Acordo com o homem aranha todos os dias, e vou dormir com a bela adormecida. Chego em casa e a Martina (que recém aprendeu a caminhar), vem cambaleando de um lado pro outro me dar um abraço. E mesmo que ela venha em zig-zag, ela sabe aonde quer chegar. E não importa o que esteja na frente, ela chega... Um pedaço de papel vira um céu estrelado e o porta-copos uma estrela ninja. "Na concha vive uma pélula" né papai? E assim por diante...  É como se a cada minuto a gente fosse metralhado com fofurices. 
Redesenha-se, quando se é pai, a definição da palavra amor. 

Então meus queridos amigos, saber da gravidez de vocês realizou meu desejo mais profundo. Que vocês possam experimentar esse sentimento que hoje eu tenho, como o de olhar para a foto acima e sentir vontade de chorar de amor. Receber a notícia, me faz lembrar de tudo que eu vivi e sinto pelos meus filhos. É impossível não se emocionar. Sobretudo porque, pelo que fazem pelos meus, tenho certeza de que serão excepcionais pais! Que sorte tem essa menina...

Gracias pela amizade e sejam bem-vindos ao clube dos "só quem tem sabe". Vocês merecem muito essa felicidade! 

Mega beijo, S.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E num domingo qualquer...

Penso que uma das coisas mais difíceis de se conseguir fazer nos dias de hoje é iniciar um hábito. A gente passa a vida toda mecanicamente programado para fazer as mesmas rotinas que esquece de tentar inovar. Sou um defensor de que as pessoas mudam. Isso, claro, quando a motivação é mais forte do que aquilo que nos prende à mudança. 
No meu caso, tenho que me habituar a anotar todas as idéias que surgem para colocar no blog. Com certeza, teria posts mais seguidos...
...
Esse mês Bernardo completou um ano e meio de "vida". De fato, estava certo quando escrevi que os filhos não vem, eles vão. Na medida em que o tempo vai passando, o piá vai ficando cada vez mais independente de nós. O fato de começarem a caminhar e falar, retiram quase que completamente a necessidade que temos de fazermos absolutamente tudo por eles. Bernardo já fala quando tem fome ou sede e vai com suas próprias pernas até o lugar aonde quer brincar. 
Dia desses, ele pegou uma virose (gastroenterite viral) que nos tirou uma boa semana de sono. Considerando que ele corria o risco de regurgitar durante o sono, o passamos para nossa cama. O problema é que ele roncava feito gente grande. Sem brincadeira... Como meu sono é leve, tive que me mudar para o sofá de dois lugares da sala que me serviu de cama por um por par de dias. Resultado ou acordava totalmente quebrado de dormir lá, ou ia pra cama e não dormia por causa do ronco. Acho que desde o nascimento do Bernardo, - que sempre foi um bebê tranquilo-, foi a pior semana que passei. 
Realmente a sensação de impotência sobre a falta de controle acerca do que aflige nossos filhos é um dos piores sentimentos da paternidade. Ver um filho sofrer, sem poder minimizar a dor é torturante. Febre que não baixa, não se alimenta, não bebe, não quer brincar... a gente passa 24 horas aflito até que eles melhores e voltem a ser o que eram antes... Por azar, a semana coincidiu com diversos compromissos profissionais que não podiam ser adiados. Nessas horas que a gente percebe o valor dos familiares que de pronto se propuseram a ficar com o pequeno enquanto trabalhava, além é claro, da nega que foi incansável nos cuidados. Mas não foi nada fácil... Com certeza o cansaço mental é o pior de todos. Foi uma semana que passou como se fosse um pesadelo, mas chegou ao fim. 
E quando eu menos esperava, em meio à um domingo chuvoso de inverno, Bernardo acorda e me aparece na sala com essa cara da foto aí em cima. Tira o bico da boca e fala com jeito de quem ainda esta aprendendo a dominar a própria língua: "Aga, papai, aga". Ali estava ele, indo mais um pouco... 

A lição que fica é a de que não importa quanto você seria capaz de sofrer pelo seu filho, certas vezes na vida o sofrimento é só dele. O máximo que a gente pode fazer, nem sempre é o suficiente.


Um super beijo, Paizão. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Day #1

Buenas, se foi a nega... Não, não sejamos tão dramáticos. Ela apenas foi viajar a trabalho para Europa e passará 8 dias longe de nós! Isso quer dizer uma coisa:

FFREEEEEEEDDDDDOOOOMM!!

Juro que essa foi a primeira sensação que me veio quando virei as costas para ela no aeroporto junto com meu filho de 01 ano e 02 meses no colo. Afinal, é a primeira vez que eu vou ficar sozinho com ele! 

Porém, foi só entrar no supermercado para comprar a comida dos próximos dias que tudo mudou. Não sei porque, mas nada que diz respeito ao Bernardo e eu, é fácil ou simples. 

Cheguei no supermercado e me lembrei que havia deixado o carrinho dele em casa para que coubessem as malas da Karina no carro. Uma mulher que trabalha com moda e vai pra Londres a trabalho não poderia ter levado malas normais. Cabíamos todos dentro da mala menor que ela levou... Bom, fui atrás daqueles carrinhos que tem lugar para colocar o bebê e fazer compras ao mesmo tempo e não havia nenhum disponível. Nisso, foram 20 minutos esperando que algum vagasse. Bernardo, que havia saído da creche às 17:00 hrs e não havia comido nada (já eram 19:30 hrs), estava insano de fome. Depois de manietar o pequeno no carrinho, fomos direto para o departamento de bolachas. Abri um pacote de Waffer de chocolate para ele enganar o estômago enquanto comprava o resto das coisas. 

Vamos a lista de compras... e eram exatamente 47 itens, aleatoriamente distribuídos por absolutamente todo o supermercado. Deixa eu explicar uma coisa para vocês: quando se faz lista de supermercado é altamente recomendável dividir os objetos pelas categorias. Frutas, material de limpeza, frios, carnes iogurtes, verduras, etc. Porque se você não fizer assim, nós homens que não temos a habilidade de enxergar supermercados como "entretenimento", podemos ficar rapidamente de mau humor. Ainda mais se estivermos sozinhos com nosso filho... 

Depois de ir e voltar de uma ponta a outra procurando molho de tomate e requeijão, leite e creme de leite, pizza e gilete, entendi que a lista não estava em ordem. Bom daí em diante tudo foi bem mais fácil.

Mas adivinhem!!!! Óbvio que o Bernardo pra me ajudar fez um cocô ÉPICO! Como estava indo para o caixa e ele com sono, resolvi deixar para troca-lo em casa. Entretanto, o negócio exalava um odor que três tias diferentes me avisaram que "havia carta no correio". Acho que pensando que eu não havia me dado conta... 

Chegamos em casa, depois de 4 viagens entre carro e elevador para descarregar as compras, fui trocar o pequeno. Bom, quando eu abri a fralda dele, eu podia jurar que a professora que deu comida para ele hoje estava de sacanagem comigo. REPUGNAVA! Era uma pasta cor de beringela que de tão fedorenta, dava pra sentir o gosto na língua! Foram uns 17 lenços úmidos para dar conta do estrago. 

Feito isso, era hora da janta. Preparei uma mamadeira de iogurte e antes mesmo de terminar, ele já estava piscando os olhos de sono. Como ele está um pouco gripado, a ordem era aplicar Sorine antes de dormir. Surgiu a dúvida: dar ou não dar? Dei... Com ele meio dormindo mesmo. E foi a pior decisão da minha vida!!! Óbvio que ele não entendeu o que estava acontecendo e acordou de vez apavorado! Isso sem contar que ele ficou uns bons 5 segundos sem respirar e eu quase bati asas atrás da nega que recém chegava em São Paulo. 

Mas depois do susto, deu tudo certo. Pintucho segue dormindo até agora e com a respiração excelente. Trocado, limpinho e de barriga cheia. Acho até que vai sobreviver.. hahahah.

Por hora, a foto acima retrata bem o sentimento. Saudade é o rastro que a felicidade deixou já dizia o poeta... 

Amanhã tem mais! 

Super Beijo, Paizão. 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O "Upa".

Bernardo começou a caminhar há cerca de um mês. Lembro do meu post "Os filhos não vem, eles vão", e de fato minha teoria estava certa. Ele não pára mais quieto. Absolutamente tudo é motivo de descoberta. Observa e presta atenção em qualquer objeto novo que é inserido em seu campo de visão. O problema é que  somente quando a última gota de energia se esvaiu, o que demora para acontecer, o Bernardo dorme. Chega a ser engraçado ver ele tropeçando nos brinquedos ou tentando ficar com os olhos abertos para não descansar. Outra consequência que notamos é que o gasto de energia é maior que a ingestão. São cerca de  5 refeições por dia, mas a "malhação" é pesada e por isso ele engorda pouco. Meu filho nunca vai fazer o tipo "bebê Johnson". Ele esta mais para o tipo atlético. 

Mas segundo nossa Pediatra, mesmo que não esteja ganhando peso como deveria, o que importa é que está 100% saudável. E cá para nós... mil vezes um filho ativo e da pá virada do que um pasmado rechonchudo. 
...

Já que o pintucho está crescendo é normal que a gente comece a querer que eles nos imite naquilo que fazemos. Ainda temos a tendência de começar a pedir para que faça coisas que pedimos: "Diz oi!", "Dá tchau filho!", "Manda beijo!" e assim por diante. 


Foi então que certo dia começamos a pedir para o Bernardo dar um "Upa", ou seja um abraço. E ele deu... 



Dormir com o B. é divino. É a máxima sensação de proteção que você pode dar para uma pessoa. É quando a criança se entrega para você. É como se ela dissesse: "Ok, vou confiar em você e te deixar ser meu colchão." Um filho dormir no seu colo significa que ele sabe que não importa o que aconteça, ele estará protegido. 



Mas o "Upa" é algo para além disso. É a materialização da retribuição de todo carinho e amor que você tem dedicado ao seu pequeno. Uma vez me falaram que o amor pelos filhos só cresce. Eu desconfiava que fosse mentira e estava errado. De fato, o amor só aumenta. E muito deste processo em relação ao meu filho, começou depois do "Upa". Buscando na memória, não lembro quando foi que recebi um carinho tão sincero e puro. E aqui cabe um parênteses: sinceridade, na Roma antiga era o nome dado à obras de arte sine cera. É que por vezes os artistas realizam seus trabalhos em blocos de mármore maciços. Quando eles erravam alguma cosia ou talhavam com muita força, usavam uma mistura de cera de abelha para tapar o furo e esconder a imperfeição. Só que com o tempo a cera envelhecia e acabava caindo, mostrando o que estava por trás... Logo, os imperadores começaram a pedir obras de arte sine cera, ou seja sem cera = sinceridade. 



Os bebês desenvolvem um milhão de atividades por dia. Cada hora eles estão observando  algo diferente e brincando com alguma coisa. É difícil você prender a atenção deles. Quando recebi o "Upa" do B., naquele exato momento eu era o centro de toda sua atenção. Dentre o universo de coisas que ele tinha para fazer, brincar, descobrir ele queria a mim. Acho que por isso foi tão forte a sensação. Eu era o mundo dele naquela hora. E isso é o que um pai mais pode querer para seu filho: que ele sinta o amor que você tem por ele. 


E assim são os "Upas" do Bernardo. É um abraço com a alma, sem nenhum porém, sem nada em troca. É um toque no coração. Como diria Calvin para Haroldo: é um abraço tão forte, que acaba espremendo as lágrimas para fora... 


Um super "Upa", Paizão.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Um dia na Pediatra.

Buenas, já que me propus a entrar de cabeça nessa história toda de ser um pai participativo e tudo mais, fui encarregado de levar o Bernardo na pediatra. Até então tudo bem, nada complicado correto? Errado, deu tudo errado.

Normalmente a coisa funciona assim: a Karina deixa tudo pronto, roupa, comida, bico, mamadeira e etc. Quando ela sai para trabalhar, só tenho que ir encaixando as peças. Ocorre que a pediatra era novidade, não fazia parte da rotina. Na minha cabeça era só pegar o filho e ir. Nenhuma outra instrução me foi passada! Foi exatamente o que fiz...

Chegando no consultório, havia duas mães, uma babá e três crianças no local. Tudo tranquilo até então. Estava me achando o máximo. Afinal, único pai presente, todo orgulhoso, escritor de um blog sobre a gravidez e tal. Porém, chegaram mais de 17 mães no consultório e eu acabei me  tornando a única espécime masculina no recinto. A partir de então, eu já comecei a desconfiar da minha boa-vontade de levar o filho no médico. Pôxa, será que só eu faço isso? Será que não é função única e exclusiva da mãe essas empreitadas?
Papo vai, papo vem, todo mundo feliz contando as alegrias e as dores dos filhos. Pelo que pude perceber, não existe pai que esteja 100% certo nunca! Como gostam de falar mal da minha categoria... Ou é porque não acordam de madrugada, ou porque não sabem trocar, ou arrumar, ou qualquer outra coisa que simplesmente não seja o jeito delas de fazer, não importa. Nós estamos sempre errados!

Mas enfim, em que pese minha vontade de falar umas verdades, numericamente eu estava em desvantagem. A preservação da vida falou mais alto. Mas o melhor estava por vir... O Bernardo é uma criança muito sossegada e simpática. Basta um "oi" mais meloso e ele abre o sorriso. A certa altura, no meio das suas risadas, ele começou a mudar o semblante. Era como se estivesse fazendo força, muita força. Eu, que já tinha visto essa expressão em outras ocasiões, sabia o que isso significava... Bom amigos, sabe quando você fica uns três dias sem ir aos pés? Pois esse acúmulo todo resolveu vim à tona... E veio, veio, VEIO!!! Senhores eu juro: tinha cocô até na nuca dele!
Eu fiquei em estado catatônico. Primeiro porque o cheiro tomou conta do ambiente todo. E eu, ao invés de assumir a autoria do filho que havia feito aquilo, tentei manter a elegância. Só que cada vez que uma mãe vinha em direção à ele eu entrava em pânico! Vai que a desgraçada resolvesse pegar ele no colo?? O que eu ia dizer??? Na dúvida eu pegava ele no colo e dizia: ele tá com soninho!!! Só que nisso, eu espalhava mais a coisa pelo resto do corpo...

Segundo, porque eu tinha esquecido toda a mala dele no carro! Não tinha uma fralda para trocar ele e sequer outra roupa! Pessoal, eu acho que nunca na minha vida fiquei tão nervoso! A situação era tão esdrúxula, tão inimaginável que eu suava frio! Foram os minutos mais longos por mim vividos.

Quando a Dra. abriu a porta e nos chamou, juro, eu era o cara mais feliz do mundo. Parecia que tinha visto a bandeira americana anunciando o fim da guerra! Eu me joguei nos pés dela e ofereci o Bernardo tal como o servo egípcio oferece presente aos Deuses.

Bom, na medida em que a Dra., foi trocando o filho, fui me acalmando. Consegui guardar algumas informações importantes sobre a consulta e no final o prejuízo foi de um body que tivemos que botar fora. Parando para pensar agora sobre tudo, dou risada. Mas não foi nada engraçado na hora. Enfim, o que vale foi a lição: NUNCA LEVE SEU FILHO AO PEDIATRA! ahahahah Brincadeira pessoal. Cada dia que passa é uma lição nova. Aprendi que organizar as coisas antes de fazer qualquer programação é fundamental para o sucesso da empreitada!

Vou ficando por aqui!!

Super Beijo, Paizão!

terça-feira, 17 de abril de 2012

3 meses D.N.


Inacreditáveis três meses depois do nascimento. Rápidos demais eu diria. Seguido quando nos perguntam qual a idade do Bernardo, as pessoas dizem que têm saudades deste tempo. Quando podiam controlar os filhos e a maior preocupação era apenas trocar a fralda e amamentar. Com razão... Sabe-se que a língua portuguesa é uma das mais complexas que existe. Mesmo assim, o velho clichê de que faltam palavras para descrever as novas emoções, aplica-se mais uma vez. 

A Teoria da Relatividade, por mais que tentem apontá-la como falha, segue firme aqui em casa. Tanta coisa mudou, muita coisa passou e há um oceano de coisas para serem vistas, experimentadas e vividas que a impressão que tenho, como disse a nega, é de que o filho sempre existiu em nossas vidas. Já não consigo me imaginar sem ele. O tempo quando estamos juntos ganha espaço: parece curto no presente, longo no passado e distante no futuro. Levo comigo a toda hora, o primeiro sorriso que ele me deu. A primeira vez que fui reconhecido e agraciado com um riso banguela que levarei para sempre na memória.  Isso e tantas outras coisas que surgem a cada dia, renovam essa emocionante aventura e fazem dela a melhor coisa que já me aconteceu na vida. E como todo mês fizemos uma festinha, não seria diferente desta vez...


O Bernardo esta um mês e meio à frente nasua evolução. E não pense que sou eu quem esta dizendo. Isto partiu da última consulta na pediatra. Disse ela que ele será um guri bem esperto. De fato, percebo que já reconhece pessoas, pega seus brinquedos com a mão e coloca o bico de volta na boca quando cai. O sono dura cerca de 6/7 horas por noite, segue sem cólicas e à exceção de estar com fome, não chora por mais nada. Já esta bem fimezinho e controlando cada vez mais os movimentos. O que impressiona nesse processo todo, é que as transformações acontecem quando menos se espera. Dia desses, estava fazendo palhaçadas e ele se sacudia para rir. Numa dessas, ele viu uma coisa passando na frente dele e ficou acompanhando. De um lado pro outro, pra cima e pra baixo. Pronto, ele tinha descoberto as mãos! Parecia que dava para ler os pensamentos dele. Tipo: "eu faço assim, isso vai pra lá. Faço assim, vem pra cá, pro lado, pro outro.... e tem essas coisas aqui na ponta que eu posso abrir e fechar e pegar meu bico!" hahahaha. Era ele, evoluindo, se descobrindo, crescendo, desenvolvendo. O processo de aprendizado deles, não tem limites, senão os que nós mesmos colocamos.... 

A nega e eu começam a debater a questão da creche. Afinal, em junho acaba a licença maternidade dela e o retorno ao velho horário integral de trabalho é necessário. Chegamos a conclusão que o melhor era colocar logo na escolinha, afinal, quanto mais cedo a criança for, melhor para se socializar e etc... Pois é, eu também pensava assim. Mas nossa pediatra me jogou um balde de água fria. A questão é simples.... Segundo a sociedade mundial de pediatria, estudos mostram que crianças que carregam dos pais qualquer doença genética (eu tive asma, bronquite e sou alérgico), quando entram em contato com agentes que liberam esses genes antes dos dois anos de idade, tem maior tendência a desenvolver a doença em comparação com aquelas que pegam os mesmos agentes após os dois anos de idade. O sistema imunológico delas esta mais preparado. Mas atenção, isso não quer dizer que a criança tenha que ficar enclausurada dentro de casa. O contágio de eventuais doenças acontece com a convivência por mais de 4 horas com outros bebês. Logo, você ainda pode levá-lo na natação, aula de música e demais atividades especiais para eles. Tal, vai ser o nosso caso. Bernardo iria começar natação por agora, não fosse uma tosse que pegamos. 

Sobre esse assunto, posso afirmar: dói demais ver nossos filhos sofrerem. Por conta dessa tosse, tivemos que fazer nebulização no pequeno. Bom, não preciso dizer da cara de choro dos dois quando fizemos a primeira inalação. É de cortar o coração ver aquela coisinha tão pequena e frágil, sofrendo. A máscara do aparelho, mesmo a menor, fica gigante da carinha dele... O que nos alivia é ver que ele segue alegre, sorridente e feliz! A primeira doença, a gente nunca esquece!

Segue a foto do gordo para vocês!!!

 
 E com esse sorriso gostoso, vou encerrando mais um post! 
 
Um super beijo, Paizão! 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Algumas diferenças entre meninos e meninas...





É bom que ele entenda logo, desde cedo que homens e mulheres vivem em universos diferentes. Prova disso, foi a gritante diferença entre o chá de fraldas e o churras de fraldas que eu organizei. 

O chá foi realizado com a união da minha irmã e Dinda Sabrina, da Dinda Carol e das amigas Ramona e Laura. Meses de programação escolhendo todos os detalhes, decoração, bebidas, lista de convidados, balões, etc etc. Aliás, descobri que o helicóptero que o Bernardo precisava tanto, não constava na lista de presentes... #fuisabotadocerto. 

No meio dessa programação toda, achei que estava faltando alguma coisa. Não estava achando certo a parte masculina dos casais ficar de fora do chá de fraldas, que é exclusivamente para mulheres. Pôxa vida, direito e obrigações iguais tchê!!! Então tive a ideia de fazer um churras de fraldas só para os homens!! Detalhe, isso foi numa segunda-feira sendo que o chá que havia sido programado há meses aconteceria no sábado. Enviei os convites naquele dia mesmo. E se por ventura você esta lendo esse post e não foi convidado, por favor, não se ofenda. De forma alguma meu eventual esquecimento foi proposital ou qualquer coisa do gênero. Na quarta-feira encomendei o chopp (30 litros) e no sábado pela manhã comprei a carne que seria assada logo mais... 

O resultado disso tudo foi que das 30 pessoas que havia convidado na segunda, 28 foram. As duas que não conseguiram, tiveram comprovadamente imprevistos. Impressionante como o universo masculino é muito descomplicado. Acho que tudo se deve ao fato de fazermos xixi em pé. Não existe nada no mundo mais simples do que isso. Se o cara está apertado, basta ir atrás de uma árvore e pronto. Alivio imediato. No meu churras, houve quem chegou depois que a festa já havia acabado e o chopp também. Sorte que a gurizada havia comprado umas latinhas a mais para continuar a festa... A decoração? Uma camiseta de bebê do Colorado autografada pelos jogadores do Inter. Nada demais, nada de menos. Apenas descomplicado. Afinal de contas a causa era nobre. Ao invés de lista de presentes, pedi só fraldas. Foram 87 pacotes no total...  A foto acima retrata o momento que certamente ficará eternizado na minha lembrança. 

Por isso, meu agradecimento: Ao Tutty: por quem detenho admiração e carinho tanto dentro das quadras como fora; ao Bel: o cara mais "come-quieto" que eu conheço;  ao Diego: não haveria melhor pessoa para apadrinhar meu guri; ao Osni: amigo do tempo da faculdade.. Quanta história hein meu velho?; Ao Matheus: filho do meu cunhado que hora é irmão, hora é filho, hora é amigo e hora é tudo um pouco; ao Flávio: amizade recente, mas com cara de velha, talvez porque o carinho não tenha idade..; ao Ricardinho: Monstro das quadras e dos pincéis (me deve uma tela hein!!!!); ao Manolito: o cara que todo mundo quer apresentar para sua filha, justificadamente; ao Gustavo Campos: colega de TJ.. Que bom aliás, que aquele TJ não fala..; ao Rafael Zin: anda logo tchê, faz teu filho e que eles sejam parceiros de jogo como nós!; ao Fofão: pelo sorriso fácil e alegria de sempre; ao Rick: que mesmo tendo um filho com 4 dias de vida, foi lá me dar um abraço e marcar presença; ao CB: amigo do amigo que meu amigo se tornou; ao Dieter: pelo senso de humor discreto e inteligente;  ao Djone: colorado fervoroso e galã...; ao Gui Lima: pela parceria, pelos papos e por tudo mais que agora não lembro.. ao Eduardo: amigo que veio por intermédio da Laurita e que junto trouxe todo o resto da família Caringi Raup para ficar em nossas vidas...; Ao Seu Lorivaldo: que emocionado falou com tanto carinho dos filhos como quem pode ter certeza de que cumpriu com folga o papel de pai; ao Gui Noll: por quem transponho o limite de amigo e chamo de irmão honrosamente; ao Dani: pelas dicas preciosas de um pai recente que ama sua cria tanto quanto eu já amo o meu; ao Luis Mauro: o cara que calça 47 e que certamente tem um coração proporcional; ao Inezil: parceiro de longa data, de tantas coisas, de tanto tempo que me dá certeza de que muito esta por vir... ; ao Gustavo Sudbrack: pelo afeto sincero em que pese gremista doente; ao Nico: o cara mais boa pinta que conheço; ao Ricardo Saabi: hermano distante, mas sempre present no coração. Entre os agradecimentos  não poderia deixar de registrar um especial muito obrigado ao meu cunhado do coração, Fábio, que assou o churrasco primorosamente como sempre; ao meu pai, Aramis Nassif, que entre as muitas coisas que me ensinou nessa vida, a de cultivar amizades certamente jamais será esquecida; e aos meus sobrinhos Gonçalo e Santiago por me anteciparem com tanta doçura o que espero viver com meu filho dentro de bem pouco tempo... Momentos de pura diversão! 

Aos demais que não puderam comparecer, fica o registro de que suas ausências foram sentidas, porque importantes. Mas não tanto ao ponto de amargurar porventura, qualquer sentimento de amizade que nutro por vocês. 

Desejo que o meu filho tenha tanta sorte, quanto eu tive, na escolha de suas amizades..

Um super beijo, P.