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quinta-feira, 2 de abril de 2015

É o meu melhor desejo...

 Eu amo meus amigos. De verdade. Sinto saudades, sofro junto, tenho ciúmes (mas não assumo) e adoro estar com eles. 
Considerando que sou quem há mais tempo mantém um relacionamento estável dentre a grande maioria dos casais que conheço, posso dizer que muito do meu casamento se deve às amizades que construímos e mantemos durante todo esse tempo. 
Já passei por poucas e boas para chegar até aqui e digo que não foi fácil. Mas exatamente essas dificuldades do passado são o que me mantém firme quando a coisa não vai bem. E os amigos, são tudo, quando mais precisamos deles. 
Tenho uma dívida de gratidão com um punhado de pessoas. Mas especialmente hoje, quero agradecer duas muito especiais pela amizade incondicional. Ao Guilherme e Laura. 

E digo hoje, porque desde o casamento deles, devia um texto com meu desejo de felicidades para o casal. Fato é que cada vez que tentava escrever, nada saía. Não conseguia dimensionar o tanto que lhes quero bem em palavras. Existem alguns sentimentos que precisam ser vividos para que se possa precisar sua real importância e significado. Eu sempre quis ser pai. Nunca me pairou qualquer mínima dúvida sobre isso. E confesso que minha realização no plano sentimental no que atine à felicidade veio depois do Bernardo e da Martina. Ser pai é definitivamente a melhor coisa do mundo. 

Acordo com o homem aranha todos os dias, e vou dormir com a bela adormecida. Chego em casa e a Martina (que recém aprendeu a caminhar), vem cambaleando de um lado pro outro me dar um abraço. E mesmo que ela venha em zig-zag, ela sabe aonde quer chegar. E não importa o que esteja na frente, ela chega... Um pedaço de papel vira um céu estrelado e o porta-copos uma estrela ninja. "Na concha vive uma pélula" né papai? E assim por diante...  É como se a cada minuto a gente fosse metralhado com fofurices. 
Redesenha-se, quando se é pai, a definição da palavra amor. 

Então meus queridos amigos, saber da gravidez de vocês realizou meu desejo mais profundo. Que vocês possam experimentar esse sentimento que hoje eu tenho, como o de olhar para a foto acima e sentir vontade de chorar de amor. Receber a notícia, me faz lembrar de tudo que eu vivi e sinto pelos meus filhos. É impossível não se emocionar. Sobretudo porque, pelo que fazem pelos meus, tenho certeza de que serão excepcionais pais! Que sorte tem essa menina...

Gracias pela amizade e sejam bem-vindos ao clube dos "só quem tem sabe". Vocês merecem muito essa felicidade! 

Mega beijo, S.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nada vai ser como antes...

Definitivamente, ter dois filhos não é a mesma coisa que ter um. A explicação, por mais clara que pareça ser é complexa. Quando se tem o primeiro, não há um anterior. Primeiro é primeiro e isso faz toda diferença do mundo. Especialmente para quem resolve ter o segundo logo em seguida. 

Eu lembro que minha irmã mais velha teve dois com uma diferença de um ano e alguns dias entre eles. Foi complicado, bem complicado. Isso porque os dois ainda eram muito dependentes dos pais então não havia descanso. Um dormia, outro acordava, um tinha fome, outro tinha que arrotar, dois no banho, dois pra vestir e assim por diante. Há um amigo meu que disse: um filho é um. Dois são quatro! 

Lembro que minha primeira preocupação sobre ter dois era se conseguiria dividir o amor e a atenção entre eles. Como disse a nega, não se trata de divisão, mas adição. Óbvio, não vou pegar o amor que sinto pelo Bernardo e passar metade para a pequena.... Pensar desta forma faz toda diferença do mundo. A gente se cobra muito tentando agir da mesma forma com os dois filhos. Acabamos por esquecer que o tempo é linear e o que passou existiu numa determinada conjectura de espaço e de tempo que jamais se repetirão. Tentar agir da mesma forma entre os filhos, no meu modo de pensar, é desrespeitar a individualidade de cada um. Nós já não somos os mesmos desde a primeira gravidez. Aprendemos muito com a experiência que vivemos e não podemos ignorar isso. Pelo contrário, temos que pegar os atalhos, despejar o que não serve e tirar o máximo proveito das coisas boas. Evidente que os princípios serão os mesmos e os valores a serem repassados igualmente. Mas a receita fatalmente vai sofrer alterações.

Não se culpe pelo processo ser diferente do que foi o primeiro. Dia desses a nega estava chateada porque não estava curtindo essa gravidez como a primeira. Bueno, evidente que você não vai ter  o mesmo processo. Lembre-se: antes de ter o primeiro, você não tinha o primeiro. O que importa no fundo é que não falte amor, carinho, respeito e cuidado com o novo pequeno. E isso a Martina vai ter de sobra. O resto é só o resto. As circunstâncias da vida nunca serão as mesmas, mas assim como na primeira vez tudo se ajeita. Você vai conseguir! 

Estamos aos poucos introduzindo a idéia da "mana" no Bernardo. Seguido falamos com a barriga, fazemos carinho e beijamos ela. O problema é que quando pergunto para ele aonde está a Martina, ele aponta para a própria barriga! Uma forma que encontramos de lidar, foi começar a diferenciar os meninos das meninas nas histórias dos livros. As gurias nós chamamos de "mana" para que ele comece a diferenciar os personagens da sua vida. Assim, quando eles brigarem pelos brinquedos, poderemos dizer, isso é da mana ou isso é do mano... Até agora tem funcionado bem, à exceção de uma boneca que ele insiste em ter como se sua fosse.

Vou ficando por aqui na certeza de que muita coisa boa ainda esta por vir.

Super Beijo, 

Paizão. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E num domingo qualquer...

Penso que uma das coisas mais difíceis de se conseguir fazer nos dias de hoje é iniciar um hábito. A gente passa a vida toda mecanicamente programado para fazer as mesmas rotinas que esquece de tentar inovar. Sou um defensor de que as pessoas mudam. Isso, claro, quando a motivação é mais forte do que aquilo que nos prende à mudança. 
No meu caso, tenho que me habituar a anotar todas as idéias que surgem para colocar no blog. Com certeza, teria posts mais seguidos...
...
Esse mês Bernardo completou um ano e meio de "vida". De fato, estava certo quando escrevi que os filhos não vem, eles vão. Na medida em que o tempo vai passando, o piá vai ficando cada vez mais independente de nós. O fato de começarem a caminhar e falar, retiram quase que completamente a necessidade que temos de fazermos absolutamente tudo por eles. Bernardo já fala quando tem fome ou sede e vai com suas próprias pernas até o lugar aonde quer brincar. 
Dia desses, ele pegou uma virose (gastroenterite viral) que nos tirou uma boa semana de sono. Considerando que ele corria o risco de regurgitar durante o sono, o passamos para nossa cama. O problema é que ele roncava feito gente grande. Sem brincadeira... Como meu sono é leve, tive que me mudar para o sofá de dois lugares da sala que me serviu de cama por um por par de dias. Resultado ou acordava totalmente quebrado de dormir lá, ou ia pra cama e não dormia por causa do ronco. Acho que desde o nascimento do Bernardo, - que sempre foi um bebê tranquilo-, foi a pior semana que passei. 
Realmente a sensação de impotência sobre a falta de controle acerca do que aflige nossos filhos é um dos piores sentimentos da paternidade. Ver um filho sofrer, sem poder minimizar a dor é torturante. Febre que não baixa, não se alimenta, não bebe, não quer brincar... a gente passa 24 horas aflito até que eles melhores e voltem a ser o que eram antes... Por azar, a semana coincidiu com diversos compromissos profissionais que não podiam ser adiados. Nessas horas que a gente percebe o valor dos familiares que de pronto se propuseram a ficar com o pequeno enquanto trabalhava, além é claro, da nega que foi incansável nos cuidados. Mas não foi nada fácil... Com certeza o cansaço mental é o pior de todos. Foi uma semana que passou como se fosse um pesadelo, mas chegou ao fim. 
E quando eu menos esperava, em meio à um domingo chuvoso de inverno, Bernardo acorda e me aparece na sala com essa cara da foto aí em cima. Tira o bico da boca e fala com jeito de quem ainda esta aprendendo a dominar a própria língua: "Aga, papai, aga". Ali estava ele, indo mais um pouco... 

A lição que fica é a de que não importa quanto você seria capaz de sofrer pelo seu filho, certas vezes na vida o sofrimento é só dele. O máximo que a gente pode fazer, nem sempre é o suficiente.


Um super beijo, Paizão. 

sexta-feira, 29 de março de 2013

... o resto dos dias...

... e de repente estávamos sós. Logo que Bernardo foi dormir, comecei a notar as diferenças de não se ter uma mulher em casa. Depois de zanzar e brincar muito pela casa, chegou a hora de dormir. Fazer ele encontrar Morfeo nunca tinha sido problema para mim. De fato já estava bem acostumado. Mas a dúvida era: colocar ele no berço do quarto dele ou leva-lo para dormir comigo na cama? Evidente que a vontade era de dormir  junto, mas seria isto o melhor? E se ele acostumasse mal(?) e depois não quisesse mais voltar a dormir na sua cama? 
Bueno, juro que tentei ser o mais racional possível, mas olhar essa coisinha aí do lado, dormindo sozinho no quarto dele, foi demais para mim... Afinal, uma das mais doces lembranças que tenho era a de ir para cama dos meus pais quando pequeno. Porque privá-lo disso?? Mas eu não contava com uma coisa: quando ele dormia conosco, no meio da madrugada sempre acordava para mamar. Dito e feito, ele acordou na madrugada e foi reto procurar sua fonte de alimento. Literalmente deu com os beiços no travesseiro da Karina. Bom, daí foi um tal de "mamama" pra lá, "mamama" pra cá e eu sem saber se era de "Mamar" ou de "Mamãe". Mas considerando que depois de uma mamadeira de iogurte ele voltou a dormir, fico com a primeira opção. 
...
Acordamos (na verdade ele), as 07:30hr da manha. Como a Karina tinha feito uma aposta comigo de que nesses 08 dias fora, o Bernardo só iria tomar banho dois dias depois que ela fosse embora, dei logo um jeito de ganhar a aposta e fui banhar a figura. Enchi a banheira dentro do box e coloquei o pintucho dentro... Bom, ele tomou banho e me deu um banho, tanto que desisti da idéia e entrei logo de vez no chuveiro com ele. 
... 
Eu podia dizer que nos primeiros dois dias a situação foi complicada. Entretanto, acho que esta seria uma leitura equivocada do que estava acontecendo. Prefiro acreditar que no inicio estava me adaptando a nova função de "mãe" (o que é impossível, mas...). E digo isso porque à medida em que realizava as tarefas que antes eram exercidas pela nega, o Bernardo reagia diferente comigo por igual. Acorda-lo, dar lhe café da manhã, vesti-lo para escola, arrumar a mochila e etc, são tarefas que por mais chatas que pareçam, acabam nos aproximando muito de nossos filhos. Cansa? Evidente que sim. Mas faria tudo de novo sem titubear um segundo, porque a gratificação que se sente é indescritível. Enquanto isso, Karina me mandava as fotos da nevasca em Londres... #nemsentiinveja
Mas foi tudo tão bem que lá pelo quarto dia, quando ele sentia sono, nem precisava sair correndo atrás dele. O pintucho vinha por conta procurar meu colo. Se encaixava no meu peito deitado no sofá da sala e assistia TV até adormecer. 
...
Para quem não sabe, perdi minha mãe uma semana antes de saber que estava grávido. A Dona Maria Elaine, era insaciável no cuidado dos filhos e nesse período me fez muita falta. Por umas três vezes, estranhava o fato de que ela ainda não tinha me ligado no dia perguntando se eu não precisava de nada. Se viva fosse, teria se oferecido para posar aqui em casa todos os dias até a Karina voltar... 

Outra sensação estranha que aconteceu, foi perceber como implicitamente o casal confia um no outro acerca dos cuidados com o filho. Explico: quando a Karina estava em casa, não tinha aquela preocupação de ir até o berço saber se estava tudo bem ao primeiro som estranho que ouvisse. Durante este período, cheguei a ir 07 vezes na mesma noite dar uma checada no carinha. Óbvio que a única coisa que mudava era a posição que ele estava... Mas o senso de responsabilidade, de que nada podia acontecer de ruim efetivamente aumentou. Sequer aquela cerveja do final de semana eu tomei... Vai que dormisse e não ouvisse o choro dele??? 

Aliás pensando nisso, comprei de um amigo um alarme muito legal. Depois de tanto saber de pais que esquecem seus filhos nos carros quando vão trabalhar ou ir ao supermercado, resolvi adotar esse equipamento. É muito útil. Vem uma pulseira que é colocada no pulso do pequeno ou na roupa e um dispositivo que vai no chaveiro da casa ou do carro. Ele aciona um som e vibra se você se distância tantos metros e também serve caso o pequeno se aproxime (para pais que possuem piscina em casa). É um produto muito bom e útil. Caso haja interesse de alguém, eu passo o contato do meu amigo! Vale a pena o investimento.
...
Muitas pessoas vinham em minha direção e diziam: "Agora tu vai aprender a dar valor para a Karina" e coisas desse tipo. Bom, eu sempre dei valor. Aliás, se teve alguém que incentivou a viagem foi eu. A nega, orgulhosamente começou como estagiária na TOK, sem a ajuda de ninguém. Única e exclusivamente com mérito próprio. E lá foi crescendo na proporção do seu talento e hoje conseguiu realizar esse sonho. Penso que ter ciúmes  ou inveja nessas situações, nada mais é do que manifestar nossa insegurança ou incapacidade de atingirmos por conta própria, o mesmo estágio profissional e pessoal. Assim, desejo que a Karina continue crescendo, viajando, conhecendo novas pessoas e assim por diante. Mas que depois de tudo isso, ela ainda sinta vontade de voltar para casa. Como de fato, foi o que aconteceu! 
Se aprendi a dar valor para a mãe do meu filho, tenham certeza que ela aprendeu também a valorizar o cara que ficou cuidando do Bernardo nesses dias enquanto ela, buscava seu crescimento profissional do outro lado do oceano. Quem ganhou mais?? A resposta é evidente: O Bernardo.

Nega voltou! Na mala, milhares de presentes, muitas histórias para contar e a certeza de que não há lugar como nosso lar... 

Fico por aqui, 
Um Beijo, Paizão.

P.S. Esse post vai dedicado para a Vanessa Q. que carinhosamente me cobrou a continuidade da epopéia! 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O "Upa".

Bernardo começou a caminhar há cerca de um mês. Lembro do meu post "Os filhos não vem, eles vão", e de fato minha teoria estava certa. Ele não pára mais quieto. Absolutamente tudo é motivo de descoberta. Observa e presta atenção em qualquer objeto novo que é inserido em seu campo de visão. O problema é que  somente quando a última gota de energia se esvaiu, o que demora para acontecer, o Bernardo dorme. Chega a ser engraçado ver ele tropeçando nos brinquedos ou tentando ficar com os olhos abertos para não descansar. Outra consequência que notamos é que o gasto de energia é maior que a ingestão. São cerca de  5 refeições por dia, mas a "malhação" é pesada e por isso ele engorda pouco. Meu filho nunca vai fazer o tipo "bebê Johnson". Ele esta mais para o tipo atlético. 

Mas segundo nossa Pediatra, mesmo que não esteja ganhando peso como deveria, o que importa é que está 100% saudável. E cá para nós... mil vezes um filho ativo e da pá virada do que um pasmado rechonchudo. 
...

Já que o pintucho está crescendo é normal que a gente comece a querer que eles nos imite naquilo que fazemos. Ainda temos a tendência de começar a pedir para que faça coisas que pedimos: "Diz oi!", "Dá tchau filho!", "Manda beijo!" e assim por diante. 


Foi então que certo dia começamos a pedir para o Bernardo dar um "Upa", ou seja um abraço. E ele deu... 



Dormir com o B. é divino. É a máxima sensação de proteção que você pode dar para uma pessoa. É quando a criança se entrega para você. É como se ela dissesse: "Ok, vou confiar em você e te deixar ser meu colchão." Um filho dormir no seu colo significa que ele sabe que não importa o que aconteça, ele estará protegido. 



Mas o "Upa" é algo para além disso. É a materialização da retribuição de todo carinho e amor que você tem dedicado ao seu pequeno. Uma vez me falaram que o amor pelos filhos só cresce. Eu desconfiava que fosse mentira e estava errado. De fato, o amor só aumenta. E muito deste processo em relação ao meu filho, começou depois do "Upa". Buscando na memória, não lembro quando foi que recebi um carinho tão sincero e puro. E aqui cabe um parênteses: sinceridade, na Roma antiga era o nome dado à obras de arte sine cera. É que por vezes os artistas realizam seus trabalhos em blocos de mármore maciços. Quando eles erravam alguma cosia ou talhavam com muita força, usavam uma mistura de cera de abelha para tapar o furo e esconder a imperfeição. Só que com o tempo a cera envelhecia e acabava caindo, mostrando o que estava por trás... Logo, os imperadores começaram a pedir obras de arte sine cera, ou seja sem cera = sinceridade. 



Os bebês desenvolvem um milhão de atividades por dia. Cada hora eles estão observando  algo diferente e brincando com alguma coisa. É difícil você prender a atenção deles. Quando recebi o "Upa" do B., naquele exato momento eu era o centro de toda sua atenção. Dentre o universo de coisas que ele tinha para fazer, brincar, descobrir ele queria a mim. Acho que por isso foi tão forte a sensação. Eu era o mundo dele naquela hora. E isso é o que um pai mais pode querer para seu filho: que ele sinta o amor que você tem por ele. 


E assim são os "Upas" do Bernardo. É um abraço com a alma, sem nenhum porém, sem nada em troca. É um toque no coração. Como diria Calvin para Haroldo: é um abraço tão forte, que acaba espremendo as lágrimas para fora... 


Um super "Upa", Paizão.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

6 Meses de Vida e um pai retardado...

Devo ser meio retardado. Não consigo achar outra explicação para o que tem acontecido comigo ultimamente. Além de uma sensibilidade, digamos, mais apurada, penso que estou (in)voluindo. Explico: Conforme já manifestado no blog, pela parte da manhã o Bernardo fica comigo (ainda não sei se não sou eu quem fica com ele...). No meu tempo de criança havia apenas dois canais que passavam desenho. Hoje existem 10! Mas um deles é especial. Isso porque, todo santo dia, as 09:30 horas, consigo ver "Chaves" de novo! 

Dia desses, estava passando um episódio que nunca havia assistido. Normalmente coloco o B. no tapetinho com móbile e deixo ele se deliciar com os penduricalhos. O que não percebi é que o pequeno já consegue rolar de um lado pra outro a hora que quer.. quando me dei conta de que tinha que cuidar dele ao invés de ver Chaves, o ordinário já tinha ido rolando até a cozinha!!!! Depois de um tempo de adaptação, eu e o B. já temos nosso esquema. Acordamos por volta das 8:30 horas e ficamos na função de brincar, trocar fralda e roupa. Precisamente as 09:30 horas, amarro ele na cadeirinha e assistimos juntos o "Chavo". Arrisco dizer que me divirto mais que ele... Como se não bastasse, depois do original, ainda passa o desenho animado... mas então já é hora do pai ir pro banho e deixar o filho para os cuidados da avó. Afinal, não se vive só de amor... infelizmente. A Karina disse uma frase perfeita esses dias quando conversávamos sobre esse assunto: Somos pais mais velhos que nossos pais, mas somos muito mais joviais. Ela está certa! Com a minha idade meus velhos já tinham 4 filhos e levavam a vida de um modo bem diferente do que eu costumo levar. Impossível imaginar que naquele tempo, o pai abriria mão da sua manhã para se dedicar ao filho. Evidente que não falo isso com ar de julgamento algum. Eram tempos diferentes e outras circunstâncias.

Fato é que o Bernardo acabou por renovar muita coisa que andava esquecida por aí, ou que se perdeu no caminho vida. Tirando o fato de ser um programa infantil, as piadas do Chaves e todo o contexto em que ele vive, me fazem lembrar muito a minha infância. Não pelo cenário, mas pelos amigos e pela inocência. Até meus 12 anos de idade, vivia em Estrela, interior do Rio Grande do Sul. Estudava em colégio de Freiras que dizem era de uma metodologia rígida, coisa que não me lembro já que perdia muito tempo brincando... Recordo que meu melhor amigo morava na esquina do outro lado da rua e eu no meio da quadra. Para que eu chegasse até sua casa, ou eu passava por debaixo de uma raiz gigante de uma árvore ou pulava o muro do colégio que dava na parte de trás da sua casa. Tomava banho de rio, comia cana de açúcar e furtava argila da olaria para brincar. Tinha uma cadela chamada Polly-Ana, uma gata de nome Sebastiana e muitas histórias e cicatrizes para contar...

Seja como for, ter filhos é relembrar a própria vida e imaginar como será a deles. Sei que   o Bernardo jamais terá a infância que eu tive, mas gostaria que ele preservasse algumas coisas que soube guardar da minha. Bons amigos, boa educação e a família sempre junto são com certeza o melhor conselho que poderia lhe dar. 

O filhote completou 6 meses de vida. É uma criança muito saudável e esperta. As aulas de natação o ajudam a ter um desenvolvimento acima da média. Coordena os movimentos das mãos com perfeição, mas não tem jeito de pegar mamadeira. Come de tudo! Inclusive beterraba (blartght)! Dorme bem durante a noite, em que pese depois que a nega voltou a trabalhar ele mama as 04:00 da madrugada. Disse-me a Pediatra (depois da minha experiência com essa médica, só escrevo pediatra com letra maiúscula, vide post anterior), que isso se deve a ansiedade do pequeno em perceber que logo logo a mãe vai sair para trabalhar... Não sei porque, afinal ele tem o papai só pra ele, mas tudo bem. Tenho que concordar que mãe é mãe e pai é quem cria.

Precisamente hoje, completo 200 dias com meu filho. Uma das maiores aflições que tenho é não conseguir transmitir para meus amigos o quão bom é ser pai. Queria que eles por um dia, tivessem a mesma experiência que eu tenho. De acordar todos os dias com o sorriso banguela daquela criatura que não tem motivo algum outro para sorrir, que não por simplesmente gostar de ti. Sem interesse algum, sem nada em troca, sem promessa de nada. Apenas sorrir! Fazem 200 dias que não vivo um dia comum! Todos tem um "quê" de especial. Um "B", de Bernardo. Mas sei que um dia, eles hão de me dar razão... 

Vou ficando por aqui, 

um beijão, Paizão.

terça-feira, 17 de abril de 2012

3 meses D.N.


Inacreditáveis três meses depois do nascimento. Rápidos demais eu diria. Seguido quando nos perguntam qual a idade do Bernardo, as pessoas dizem que têm saudades deste tempo. Quando podiam controlar os filhos e a maior preocupação era apenas trocar a fralda e amamentar. Com razão... Sabe-se que a língua portuguesa é uma das mais complexas que existe. Mesmo assim, o velho clichê de que faltam palavras para descrever as novas emoções, aplica-se mais uma vez. 

A Teoria da Relatividade, por mais que tentem apontá-la como falha, segue firme aqui em casa. Tanta coisa mudou, muita coisa passou e há um oceano de coisas para serem vistas, experimentadas e vividas que a impressão que tenho, como disse a nega, é de que o filho sempre existiu em nossas vidas. Já não consigo me imaginar sem ele. O tempo quando estamos juntos ganha espaço: parece curto no presente, longo no passado e distante no futuro. Levo comigo a toda hora, o primeiro sorriso que ele me deu. A primeira vez que fui reconhecido e agraciado com um riso banguela que levarei para sempre na memória.  Isso e tantas outras coisas que surgem a cada dia, renovam essa emocionante aventura e fazem dela a melhor coisa que já me aconteceu na vida. E como todo mês fizemos uma festinha, não seria diferente desta vez...


O Bernardo esta um mês e meio à frente nasua evolução. E não pense que sou eu quem esta dizendo. Isto partiu da última consulta na pediatra. Disse ela que ele será um guri bem esperto. De fato, percebo que já reconhece pessoas, pega seus brinquedos com a mão e coloca o bico de volta na boca quando cai. O sono dura cerca de 6/7 horas por noite, segue sem cólicas e à exceção de estar com fome, não chora por mais nada. Já esta bem fimezinho e controlando cada vez mais os movimentos. O que impressiona nesse processo todo, é que as transformações acontecem quando menos se espera. Dia desses, estava fazendo palhaçadas e ele se sacudia para rir. Numa dessas, ele viu uma coisa passando na frente dele e ficou acompanhando. De um lado pro outro, pra cima e pra baixo. Pronto, ele tinha descoberto as mãos! Parecia que dava para ler os pensamentos dele. Tipo: "eu faço assim, isso vai pra lá. Faço assim, vem pra cá, pro lado, pro outro.... e tem essas coisas aqui na ponta que eu posso abrir e fechar e pegar meu bico!" hahahaha. Era ele, evoluindo, se descobrindo, crescendo, desenvolvendo. O processo de aprendizado deles, não tem limites, senão os que nós mesmos colocamos.... 

A nega e eu começam a debater a questão da creche. Afinal, em junho acaba a licença maternidade dela e o retorno ao velho horário integral de trabalho é necessário. Chegamos a conclusão que o melhor era colocar logo na escolinha, afinal, quanto mais cedo a criança for, melhor para se socializar e etc... Pois é, eu também pensava assim. Mas nossa pediatra me jogou um balde de água fria. A questão é simples.... Segundo a sociedade mundial de pediatria, estudos mostram que crianças que carregam dos pais qualquer doença genética (eu tive asma, bronquite e sou alérgico), quando entram em contato com agentes que liberam esses genes antes dos dois anos de idade, tem maior tendência a desenvolver a doença em comparação com aquelas que pegam os mesmos agentes após os dois anos de idade. O sistema imunológico delas esta mais preparado. Mas atenção, isso não quer dizer que a criança tenha que ficar enclausurada dentro de casa. O contágio de eventuais doenças acontece com a convivência por mais de 4 horas com outros bebês. Logo, você ainda pode levá-lo na natação, aula de música e demais atividades especiais para eles. Tal, vai ser o nosso caso. Bernardo iria começar natação por agora, não fosse uma tosse que pegamos. 

Sobre esse assunto, posso afirmar: dói demais ver nossos filhos sofrerem. Por conta dessa tosse, tivemos que fazer nebulização no pequeno. Bom, não preciso dizer da cara de choro dos dois quando fizemos a primeira inalação. É de cortar o coração ver aquela coisinha tão pequena e frágil, sofrendo. A máscara do aparelho, mesmo a menor, fica gigante da carinha dele... O que nos alivia é ver que ele segue alegre, sorridente e feliz! A primeira doença, a gente nunca esquece!

Segue a foto do gordo para vocês!!!

 
 E com esse sorriso gostoso, vou encerrando mais um post! 
 
Um super beijo, Paizão! 

sábado, 17 de março de 2012

Passa rápido demais...


Desculpa pessoal. Realmente demorei para escrever esse novo post. Não por falta de inspiração ou qualquer outra coisa do tipo, mas por não ter tempo de sentar e organizar as ideias. 

São tantas novas sensações que surgem todos os dias, que fica difícil acompanhar o ritmo das mudanças que acontecem na vida da gente. Todas, porém, boas. Acho que já havia escrito em algum post passado, da certeza que tinha que ser pai era algo maravilhoso. Não imaginava que fosse tanto assim.

Nas primeiras semanas de vida, cada movimento, choro ou algo de novo que o filho fizesse era motivo de apreensão. Afinal, você esta sendo pai pela primeira vez! Não sabe se o choro é de dor, de fome ou de fralda cheia. Aqui em casa, resolvemos que ele dormiria desde o primeiro dia no berço dele. Conseguimos a muito custo manter essa rotina. Mas claro, dói e tem um preço. De meia em meia hora acordava para ver se estava tudo bem com o piá! A Karina então nem se fala! Quase não dormia em razão das mamadas a cada três horas. Entre dar o peito, fazer arrotar e dormir, sobrava um tempo de menos de hora para tentar tirar um cochilo. A principal preocupação, era a do afogamento. Ouve-se muitas histórias sobre bebês que se acidentam por causa da regurgitação. Aliás, você que esta grávido ou pensa em engravidar, se prepare: muitas pessoas vão lhe contar histórias tristes sobre desastres com crianças e tragédias cabeludas... Fica a dica: se você tem algum amigo grávido ou que vai engravidar, enfie esses contos horripilantes em qualquer lugar ou guarde-os para contar para seus filhos!! Cada vez que alguém começava a contar algo assim, eu tinha vontade de mandar a pessoa "catar tatu!" 

Houve noite em que o filho não queria dormir de jeito nenhum. Mas bastava pegá-lo no colo ou conversar com ele que logo se acalmava e dormia. Absolutamente tudo é novidade. Então, o segredo é não se desesperar. Como diria meu amigo Daniel, se a criança esta alimentada e trocada, o choro ou é dor, ou é sono... Mantenha sempre a calma e lembre-se que o filhote não sabe absolutamente nada do mundo aqui fora. Ele depende 100% de você! E isso meu amigo é a responsabilidade de ser pai.  ATENÇÃO: se você ainda não sabe, a paternidade implica diretamente em mudar seu ritmo de vida!!! Logo, antes de reclamar que você tem que acordar de madrugada, tem que cuidar dele 24 horas por dia, dar banho, trocar, vestir e etc, lembre-se que isso é ser pai e vem junto no pacote das risadas que ele der, das alegrias e dos motivos de orgulho que dará... Você precisará suprir as necessidades do filho na medida em que elas vão surgindo e ele exigindo. Não pense em ter um sem estar disposto a ser pai! Mas o melhor disso tudo, está no fato de que em nenhum momento, deixar de ir ao estádio de futebol torcer pelo seu time do coração, deixar de ir jogar bola ou ir no bar com os amigos, será algo penoso. Pelo contrário, você vai querer e preferir estar com seu filho, ao invés de fazer qualquer outra coisa.. pelo menos comigo foi assim. Evidente que passado um mês de vida do Bernardo, voltei a trabalhar no ritmo quase normal, ir ao estádio e jantar fora com os amigos. Mas em qualquer lugar que eu vá, levo a saudade comigo apertada no peito...

O Bernardo é a criança que todo casal pediu à Deus. Não tem cólica alguma e, à exceção de chorar para mamar ou rançar para dormir, esta sempre tranquilo. Sorri com qualquer bobagem que se faça e as vezes nem isso precisa. É algo muito louco, mas lembro perfeitamente o primeiro dia que ele sorriu para mim. Nos outros que haviam se passado, ele parecia fora do ar e você e um tijolo, não tinham diferença alguma. Olhava para o além e não via nada! Isso é normal, considerando que eles ainda não tem a visão completamente desenvolvida e não conseguem focar objetos com precisão. Agora já tenho certeza que ele reconhece quem é o pai dele... A máxima aquela, faz muito sentido: Pai é quem cria! 

Motivo de brigas aqui em casa foram as visitas! Eu estava louco para me exibir com o filho e a Karina louca que o mundo se explodisse! Claro, é preciso entender a mãe, afinal ela não tem tempo para fazer absolutamente nada! Então não se apavore se um dia você chegar em casa e sua mulher tiver se transformado num pitbull raivoso! Tudo faz parte do instinto protetivo e é para o bem estar do seu filhote. Mas concordo com ela que as visitas atrapalham no começo, porque você ainda não tem a rotina certa do bebê, não sabe identificar os choros e tudo parece mais grave do que realmente é! 

Hoje é o segundo dia que o Bernardo dorme as 23:00 horas e vai acordar as 05:00 horas para mamar. Não preciso dizer que fazem dois dias que a Karina esta de excelente humor! Com isso, conseguimos receber os amigos sem mudar em absoluto a rotina. Receber o carinho dos amigos, o afeto dos parentes e as energias positivas nos deixam muito tranquilos em relação ao modo que estamos criando o filho. Umas das melhores alegrias de escrever o blog reside nisso. As mensagens de apoio, os comentários e as conversas com o pessoal que nos acompanha nos deixam seguros para seguir nessa jornada. E quando se tem confiança no que se esta fazendo, pode cair o mundo que você vai achar aonde se segurar!

Vou terminando por aqui com a certeza de que escrevi pouco, do tanto que tenho para relatar. Mas uma última informação: Ele era para ter engordado 700 gr. e crescido 5 cm, no segundo mês de vida.... cresceu 1,100kg e cresceu 8 cm... Será excesso de amor??? Só pode! 

Olha a foto do gordo! 
Um super beijo, Paizão!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quando nasce um pai?



Ingressamos no último mês de gestação. Parece que foi ontem quando recebi a notícia de que em nove meses, estaria segurando um filho meu nos braços. Digo meu, porque antes tive a chance de experimentar através dos meus quatro sobrinhos a sensação aproximada do que significa isso. Realizamos uma ecografia essa semana e o Bernardo está ótimo. Pesando aproximados 2,300kg. Realmente ele deu um pulo de peso no trimestre final. A nega, por outro lado, engordou miseráveis 4kg. Houve momentos em que jurava que meu pequeno estava passando fome dentro da barriga, mas considerando os exames feitos aliados ainda ao que nosso médico relata, não há motivo para pânico. Imaginem se a Karina tivesse pesando 9kg? Bernardo teria 4,5kg!!! Melhor deixar assim...

Tenho recebido inúmeras mensagens carinhosas de amigos e pessoas que leem o blog. Dentre estes, ganhei uma menção no blog http://andreatpm.blogspot.com/2011/11/homem-gravido.html, da minha amiga Andrea Beheregaray. Na parte final do texto, tem a seguinte frase:

"Porque os pais nascem juntos com seus filhos."

Não sei porque, mas estes dizeres me chamaram atenção. Pensando sobre qual momento específico o homem se torna pai, não cheguei à uma conclusão. Primeiro, pensei que já havia me tornado pai, a contar do nascimento do meu primeiro sobrinho, o Lorenzo. Mas não, não foi ainda. Isto porque, além da questão óbvia de que não sou pai dos meus afilhados, são funções distintas a de pai e a de tio. E por mais, que os ame tanto quanto, não tenho neles a intensidade das preocupações de seus pais, muito menos o rigor que se exige a paternidade. Se ser avó, é ser pai com açucar, o que sobra para o tio? Não encontrei resposta...
Depois, pensei que me tornei pai quando comecei a enxergar o meu velho, mais como um amigo do que como uma autoridade. E que exatamente pela quebra desse paradigma, era possível que eu também pudesse cuidá-lo, como se tivesse um filho mais velho do que eu. Mas não, não fechava ainda. Porque existe uma ordem natural que não pode ser mudada. Ele é meu pai e não pode ser o contrário. E mesmo que agora nossa relação tenha uma troca recíproca de cuidados, o máximo que consigo ser dele para além do que já sou, é seu melhor amigo.  

Mas então quando? Quando recebi a notícia? Quando vi a primeira ecografia? Quando ele nascer talvez? 

E depois de passar o dia todo pensando e até mesmo depois do início deste post, penso que a resposta não pode ser atrelada a um evento temporal somente. A resposta que me pareceu mais correta foi SEMPRE! Sempre estarei nascendo pai... Em absolutamente todos os momentos acima e em muitos outros, nasce-se pai. Acredito que seja uma jornada tão intensa e de tanto aprendizado, que a cada momento, a cada ecografia nova ou exame, estou nascendo-me pai. Aprendendo a lidar com a apreensão, sendo mais cuidadoso, preocupado, etc. Acho que existem tantas experiências que sequer imagino, mas que fatalmente viverei, que me ensinarão dia a dia como desenvolver minha paternindade. Os pais, nascem com os filhos! Nascem, crescem e aprendem a sê-lo mutuamente. Numa troca constante de aprendizado, de sensações, de sofrimento e de amor. 

Será que conseguirei ser o pai que pretendo ser? Acredito que sim. Mas o importante realmente é manter em mente que por mais que eu o imagine, ele será do jeito dele. Dar-lhe o suporte total para que tenha uma vida feliz e saudável é o que posso fazer. O resto, depende exclusivamente das suas escolhas...

A gestação de um filho dura 40 semanas... a de um pai, uma vida inteira.

Mas que minhas boas intenções me sejam tão gratificadoras como a ecografia 3D que fizemos. Pelo menos fisicamente posso afirmar que meu filho é a minha cara!!!

Um super beijo, P.  


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Algumas diferenças entre meninos e meninas...





É bom que ele entenda logo, desde cedo que homens e mulheres vivem em universos diferentes. Prova disso, foi a gritante diferença entre o chá de fraldas e o churras de fraldas que eu organizei. 

O chá foi realizado com a união da minha irmã e Dinda Sabrina, da Dinda Carol e das amigas Ramona e Laura. Meses de programação escolhendo todos os detalhes, decoração, bebidas, lista de convidados, balões, etc etc. Aliás, descobri que o helicóptero que o Bernardo precisava tanto, não constava na lista de presentes... #fuisabotadocerto. 

No meio dessa programação toda, achei que estava faltando alguma coisa. Não estava achando certo a parte masculina dos casais ficar de fora do chá de fraldas, que é exclusivamente para mulheres. Pôxa vida, direito e obrigações iguais tchê!!! Então tive a ideia de fazer um churras de fraldas só para os homens!! Detalhe, isso foi numa segunda-feira sendo que o chá que havia sido programado há meses aconteceria no sábado. Enviei os convites naquele dia mesmo. E se por ventura você esta lendo esse post e não foi convidado, por favor, não se ofenda. De forma alguma meu eventual esquecimento foi proposital ou qualquer coisa do gênero. Na quarta-feira encomendei o chopp (30 litros) e no sábado pela manhã comprei a carne que seria assada logo mais... 

O resultado disso tudo foi que das 30 pessoas que havia convidado na segunda, 28 foram. As duas que não conseguiram, tiveram comprovadamente imprevistos. Impressionante como o universo masculino é muito descomplicado. Acho que tudo se deve ao fato de fazermos xixi em pé. Não existe nada no mundo mais simples do que isso. Se o cara está apertado, basta ir atrás de uma árvore e pronto. Alivio imediato. No meu churras, houve quem chegou depois que a festa já havia acabado e o chopp também. Sorte que a gurizada havia comprado umas latinhas a mais para continuar a festa... A decoração? Uma camiseta de bebê do Colorado autografada pelos jogadores do Inter. Nada demais, nada de menos. Apenas descomplicado. Afinal de contas a causa era nobre. Ao invés de lista de presentes, pedi só fraldas. Foram 87 pacotes no total...  A foto acima retrata o momento que certamente ficará eternizado na minha lembrança. 

Por isso, meu agradecimento: Ao Tutty: por quem detenho admiração e carinho tanto dentro das quadras como fora; ao Bel: o cara mais "come-quieto" que eu conheço;  ao Diego: não haveria melhor pessoa para apadrinhar meu guri; ao Osni: amigo do tempo da faculdade.. Quanta história hein meu velho?; Ao Matheus: filho do meu cunhado que hora é irmão, hora é filho, hora é amigo e hora é tudo um pouco; ao Flávio: amizade recente, mas com cara de velha, talvez porque o carinho não tenha idade..; ao Ricardinho: Monstro das quadras e dos pincéis (me deve uma tela hein!!!!); ao Manolito: o cara que todo mundo quer apresentar para sua filha, justificadamente; ao Gustavo Campos: colega de TJ.. Que bom aliás, que aquele TJ não fala..; ao Rafael Zin: anda logo tchê, faz teu filho e que eles sejam parceiros de jogo como nós!; ao Fofão: pelo sorriso fácil e alegria de sempre; ao Rick: que mesmo tendo um filho com 4 dias de vida, foi lá me dar um abraço e marcar presença; ao CB: amigo do amigo que meu amigo se tornou; ao Dieter: pelo senso de humor discreto e inteligente;  ao Djone: colorado fervoroso e galã...; ao Gui Lima: pela parceria, pelos papos e por tudo mais que agora não lembro.. ao Eduardo: amigo que veio por intermédio da Laurita e que junto trouxe todo o resto da família Caringi Raup para ficar em nossas vidas...; Ao Seu Lorivaldo: que emocionado falou com tanto carinho dos filhos como quem pode ter certeza de que cumpriu com folga o papel de pai; ao Gui Noll: por quem transponho o limite de amigo e chamo de irmão honrosamente; ao Dani: pelas dicas preciosas de um pai recente que ama sua cria tanto quanto eu já amo o meu; ao Luis Mauro: o cara que calça 47 e que certamente tem um coração proporcional; ao Inezil: parceiro de longa data, de tantas coisas, de tanto tempo que me dá certeza de que muito esta por vir... ; ao Gustavo Sudbrack: pelo afeto sincero em que pese gremista doente; ao Nico: o cara mais boa pinta que conheço; ao Ricardo Saabi: hermano distante, mas sempre present no coração. Entre os agradecimentos  não poderia deixar de registrar um especial muito obrigado ao meu cunhado do coração, Fábio, que assou o churrasco primorosamente como sempre; ao meu pai, Aramis Nassif, que entre as muitas coisas que me ensinou nessa vida, a de cultivar amizades certamente jamais será esquecida; e aos meus sobrinhos Gonçalo e Santiago por me anteciparem com tanta doçura o que espero viver com meu filho dentro de bem pouco tempo... Momentos de pura diversão! 

Aos demais que não puderam comparecer, fica o registro de que suas ausências foram sentidas, porque importantes. Mas não tanto ao ponto de amargurar porventura, qualquer sentimento de amizade que nutro por vocês. 

Desejo que o meu filho tenha tanta sorte, quanto eu tive, na escolha de suas amizades..

Um super beijo, P. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

7 Meses...

Einstein estava certo. O tempo é realmente relativo. Estamos no último trimestre da gestação e já começo a sentir falta desses tempos de barriga. Revendo os antigos posts, fiquei impressionado com a dimensão que o blog ganhou. No segundo texto que escrevi, agradeci aos mais de 140 acesos que havia recebido na primeira semana. Hoje passam de 7.000... O blog tem sido acessado por mais de 7 países. Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Alemanha, Costa Rica, Russia entre outros. Fico honestamente lisonjeado com tudo isso e mais uma vez deixo meu muito obrigado à todos vocês! 

Estar acompanhando essa transformação, literalmente do lado de fora, é com certeza algo  mágico. Estou diferente, me sinto diferente e há quem diga que já tenho cara de quem está diferente. Mas descobri que a gravidez, para além do pai e da mãe é uma gestação coletiva. Vejo meus amigos mudando junto conosco. Alguns planejando ter filhos, outros indo morar juntos, alguns revendo seus relacionamentos. Isso vem ao encontro do que penso acerca das pessoas. Mudamos constantemente. Não mudar é a exceção. O problema é que o processo é tão natural que nem percebemos o que e quando isso acontece.

Tenho tentado me manter atento às mudanças que estou passando. O instinto de sobrevivência é o primeiro que me vem à tona. Seja no trânsito, ou em qualquer outro lugar, tenho o pensamento constante de que nada pode me acontecer agora. Não posso me acidentar, ficar doente ou qualquer outra coisa que de alguma forma possa me impedir da necessidade de me manter íntegro para dar o devido suporte ao meu filho e à Karina. Quando ando de carro e ela está do lado, fico 10x mais alerta e defensivo! Devia existir um adesivo que dissesse: CUIDADO!! MULHER GRÁVIDA À BORDO! Hahahah. Esse sentimento de defesa vem junto com a transformação do instinto de responsabilidade. É impossível não pensar ou projetar o futuro profissional e pessoal com muito mais cuidado e zelo... Alguns hábitos mudaram tão naturalmente que nem percebo. Um deles é a vontade de permanecer mais em casa.. Não quer dizer que não tenho levado minha vida o mais normal possível, mas depois do jogo, já não sinto mais aquela vontade de tomar uma cerveja com os amigos... Penso em chegar logo em casa, conversar sobre como foi o dia com a nega e saber como se comportou o filho. Sobre tal comportamento meus amigos (os que não tem filhos) me alertam dizendo que a tendência é piorar... Piorar?! Depende do tipo de pai que você quer ser penso eu. 

Estava pensando esses dias sobre as memórias que tenho do meu pai sendo pai. A primeira delas é a de como ele enrolava suas ataduras para jogar futebol de salão quando morávamos no interior. Ele sempre pedia para que eu e minha irmã gêmea as enrolássemos. Lembro dele me ensinando que eu devia colocar um tanto sobre o joelho até a cintura e depois a dobrasse até ter que puxar mais um pedaço. Isso me chamou atenção porque será exatamente esse tipo de coisa que provavelmente meu filho irá se lembrar de mim. Quais manias de cada um se formará na lembrança mais doce que seu filho terá de vocês? Interessante não é mesmo? O mais simples gesto, pode ser algo que ele levará para sempre na memória. Li dia desses que  somos o que a memória nos revela de nós mesmos. Todos os dias acordamos e lembramos: Eu sou o Samir, advogado e Juiz-Leigo. Casado com a Karina que esta grávida do Bernardo. Meu pai é o Aramis e minha mãe faleceu esse ano. Tenho a Sâmia, Samantha e Sabrina como irmãs e tais amigos, gosto destas músicas, essas roupas, aquelas não e assim por diante... Somos uma eterna repetição de nós mesmos. Nossos hábitos dizem muito sobre nós e certamente dirão alguma coisa sobre nossos filhos. Portanto, cuidado com os hábitos que cultivar... 

Recebemos esses dias um convite para o casamento do meu primo Camilo. Nele estava escrito: Samir Nassif e Família. Rá, sentiram? Família! Viram só como a gestação é um fator universal? As pessoas por igual mudam a concepção que tinham sobre você e sua esposa. Na nossa atual matemática, 1+1=3.

Estamos quase terminando o quarto do Bernardo. A foto acima dá uma ideia de como ele vai ficar. No final das contas, ficamos com o berço "Mega combo 4x1", para minha alegria. Problema é que chega só daqui uns 30 dias. 

Por conta dos preparativos finais para recebermos o filho, tive minha primeira briga realmente feia com a Karina. Isto porque ela não queria admitir que um Helicóptero a controle remoto com câmera de vídeo e luzes de LED, devia necessariamente constar na lista do chá de fraldas! Quem foi que disse que as mulheres ficam mais sensíveis na gravidez??? A minha pelo jeito, ganhou um filho na barriga e um paralelepípedo no lugar do coração! Hahahahah

Aliás, foi nesse dia no Shopping que pude assistir umas das cenas mais lindas entre um pai e um filho. O guri estava segurando com uma mão um copo de suco quando deixou esse cair. A criança começou a chorar pedindo desculpa para o pai que de pronto virou para o filho e lhe disse: Não tem problema meu filho, eu sei que tu não fez por querer. Aquele pai então deu um abraço no filho tão terno, tão puro, tão sincero que não havia como não se emocionar. O filho, era um rapaz com necessidades especiais e devia beirar os 30 anos... Para além do abraço, aquele pai deu para o filho absolutamente tudo que ele precisava naquela hora. Segurança, compreensão, carinho e amor. Honrou com louvor o encargo paternal como poucos fazem hoje em dia. Ele não teve vergonha da sujeira do filho, ou do que os outros poderiam pensar a respeito. Não teve medo de abraçar o filho, não exitou em lhe dar apoio mesmo sabendo que ele havia feito uma lambança. Foi divino. Não sei se o fato me chamou atenção por ter pensado muito nisso no início da gravidez. A dúvida que paira sobre a saúde do filho e se ele esta tendo um desenvolvimento normal são realmente agoniantes. Não sei como me sairia se tivesse um filho com necessidades especiais. Projeto tanto tantas coisas que desejo fazer com meu pequeno que isso nunca me passou pela cabeça. Mas por certo que se pudesse escolher, gostaria de ser aquele cara. Foi uma lição e tanto. 

Fico por aqui hoje pessoal. Mais pai do que ontem e menos do que amanhã...

Um beijão, P. 

P.S. Votem na nova enquete!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Calçado com 12 semanas...

Ao contrário do que você esta pensando, estas palavras não foram minhas. Foram proferidas pelo nosso médico, Dr. Guedes. Bastou um rápido passar de olhos sobre a fotografia tirada na ecografia para ele dizer: "É guri! E calçado com 12 semanas!" Há! Claro que isso tudo, depois dele ter olhado os outros exames menos importantes e nos dito que nosso bebê esta bem... 

Não adianta, eu e minhas irmãs nascemos para trazer equilíbrio para a natureza. Sabe-se que cada vez tem há mais mulheres no mundo do que homens. Bom, não se depender de nós!!! No entanto, em que pese esta constatação, teremos 100% de certeza daqui a duas semanas, quando realizaremos a eco específica para tirarmos a dúvida sobre esse assunto. Este é o lado ruim da gravidez. A gente nunca tem certeza imediata das coisas. Quando se desconfia que esta grávida, demora-se um/ dois meses para fazer o exame. Depois, para saber se esta tudo bem, mais um mês. Para saber o sexo, mais duas semanas e assim por diante... 

Na consulta de hoje, ficamos mais aliviados com os resultados da última eco. Está tudo ótimo!!! Nosso filho é saudável e seu coração bate muito forte! Unpriceless...

Portanto Tia Laura, vai se acostumando a ter um sobrinho menino! Acredite por experiência própria, é o máximo! 

No último mês, fomos a três festas "família". A primeira delas, na festa junina para comemorar o aniversário do Paulinho, namorado da Mari Rosa, colega da Karina na TOK. A segunda, o casamento do meu colega de colégio "Gabeira", com a Renata, chefe da nega. A terceira, no aniversário da minha prima Gisela, filha do meu tio Rubens Hofmeister, irmão da minha mãe. 

De todas as festas, pude constatar mais um vez, o quão importante é manter uma família bem estruturada para a criação dos filhos. E quando digo estrutura, não me refiro ao conceito tradicional de família (pai e mãe juntos com os filhos), não é isso. Estrutura é basicamente amor. É poder saber que, não importa o que aconteça, tua família sempre estará lá para o que precisar torcendo sempre pela tua felicidade.

Na festa do Paulinho, o sogro era a pessoa mais feliz da festa. Alegre e orgulhoso do namorado que fazia tão bem a filha. Uma festa perfeita: famílias e amigos juntos, celebrando a vida. Aliás, quem era família e quem eram os amigos? Difícil diferenciar....

No casamento do Gabera, restou provado que o amor une muito mais do que as diferenças separam. Ele cristão, ela judia, degustaram com prazer a companhia dos convidados em prol da união dos dois. Entre os discursos, dois chamaram a atenção. A do melhor amigo do noivo, que lembrou fatos vividos pelos dois desde a primeira vez que ficaram e a do pai da noiva que agradeceu ao "filho" sua existência na vida da filha. Realmente emocionante. 

Por último, o aniversário da Gisela. Não era à toa que minha mãe amava aquelas bandas da família com tanto orgulho. Reencontrar minhas primas (Gisela e filhos, Judith e filhos, Rubinho e filhos e a Nanda), foi um reencontro com minha velha. Vi muito da alegria que minha mãe carregava consigo, nos rostos das minhas primas. Obrigado gurias! Nesta festa houve um momento especial que me chamou a atenção. A hora em que os primos se reuniram com o tio para tirar um fotografia. Sim, porque do mesmo modo que tem acontecido comigo e minhas irmãs, só teremos homens na próxima geração! Na foto estavam o Rubinho com  o filho, e os outros 5 primos! Confesso que me vi, num futuro não muito próximo na mesma situação. Ver eles unidos, amigos entre si, amantes de sua família, me trouxe uma sensação muito boa. Foi praticamente uma fotografia, mas do meu futuro daqui um tempo.... Lindo demais.

Gostaria de terminar este post, com a recomendação de um vídeo disponível no youtube. Vale a pena ser visto! E quem não se emocionar, tem um paralelepípedo no lugar do coração!


Um beijão, Paizão.

Atualização 1: Ontem, depois de postar, recebi a seguinte foto da minha irmã. Vejam o vídeo e depois a foto para entender.. Aqui são o meu pai e minha irmã mais velha, Sabrina.

Atualização 2: Vocês sabiam que na época da cortina de fogo, as mulheres engravidavam para competir nas olimpíadas? Sim, isso garantia a elas um rendimento extra. Para se ter uma noção, o embrião com duas células, em nove meses vai ter 3kg. Equiparado a um ser adulto, seria o mesmo que pegar uma pessoa de 60kg, e transformá-la numa de 3 toneladas!!! Impressionante não?