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sexta-feira, 29 de março de 2013

... o resto dos dias...

... e de repente estávamos sós. Logo que Bernardo foi dormir, comecei a notar as diferenças de não se ter uma mulher em casa. Depois de zanzar e brincar muito pela casa, chegou a hora de dormir. Fazer ele encontrar Morfeo nunca tinha sido problema para mim. De fato já estava bem acostumado. Mas a dúvida era: colocar ele no berço do quarto dele ou leva-lo para dormir comigo na cama? Evidente que a vontade era de dormir  junto, mas seria isto o melhor? E se ele acostumasse mal(?) e depois não quisesse mais voltar a dormir na sua cama? 
Bueno, juro que tentei ser o mais racional possível, mas olhar essa coisinha aí do lado, dormindo sozinho no quarto dele, foi demais para mim... Afinal, uma das mais doces lembranças que tenho era a de ir para cama dos meus pais quando pequeno. Porque privá-lo disso?? Mas eu não contava com uma coisa: quando ele dormia conosco, no meio da madrugada sempre acordava para mamar. Dito e feito, ele acordou na madrugada e foi reto procurar sua fonte de alimento. Literalmente deu com os beiços no travesseiro da Karina. Bom, daí foi um tal de "mamama" pra lá, "mamama" pra cá e eu sem saber se era de "Mamar" ou de "Mamãe". Mas considerando que depois de uma mamadeira de iogurte ele voltou a dormir, fico com a primeira opção. 
...
Acordamos (na verdade ele), as 07:30hr da manha. Como a Karina tinha feito uma aposta comigo de que nesses 08 dias fora, o Bernardo só iria tomar banho dois dias depois que ela fosse embora, dei logo um jeito de ganhar a aposta e fui banhar a figura. Enchi a banheira dentro do box e coloquei o pintucho dentro... Bom, ele tomou banho e me deu um banho, tanto que desisti da idéia e entrei logo de vez no chuveiro com ele. 
... 
Eu podia dizer que nos primeiros dois dias a situação foi complicada. Entretanto, acho que esta seria uma leitura equivocada do que estava acontecendo. Prefiro acreditar que no inicio estava me adaptando a nova função de "mãe" (o que é impossível, mas...). E digo isso porque à medida em que realizava as tarefas que antes eram exercidas pela nega, o Bernardo reagia diferente comigo por igual. Acorda-lo, dar lhe café da manhã, vesti-lo para escola, arrumar a mochila e etc, são tarefas que por mais chatas que pareçam, acabam nos aproximando muito de nossos filhos. Cansa? Evidente que sim. Mas faria tudo de novo sem titubear um segundo, porque a gratificação que se sente é indescritível. Enquanto isso, Karina me mandava as fotos da nevasca em Londres... #nemsentiinveja
Mas foi tudo tão bem que lá pelo quarto dia, quando ele sentia sono, nem precisava sair correndo atrás dele. O pintucho vinha por conta procurar meu colo. Se encaixava no meu peito deitado no sofá da sala e assistia TV até adormecer. 
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Para quem não sabe, perdi minha mãe uma semana antes de saber que estava grávido. A Dona Maria Elaine, era insaciável no cuidado dos filhos e nesse período me fez muita falta. Por umas três vezes, estranhava o fato de que ela ainda não tinha me ligado no dia perguntando se eu não precisava de nada. Se viva fosse, teria se oferecido para posar aqui em casa todos os dias até a Karina voltar... 

Outra sensação estranha que aconteceu, foi perceber como implicitamente o casal confia um no outro acerca dos cuidados com o filho. Explico: quando a Karina estava em casa, não tinha aquela preocupação de ir até o berço saber se estava tudo bem ao primeiro som estranho que ouvisse. Durante este período, cheguei a ir 07 vezes na mesma noite dar uma checada no carinha. Óbvio que a única coisa que mudava era a posição que ele estava... Mas o senso de responsabilidade, de que nada podia acontecer de ruim efetivamente aumentou. Sequer aquela cerveja do final de semana eu tomei... Vai que dormisse e não ouvisse o choro dele??? 

Aliás pensando nisso, comprei de um amigo um alarme muito legal. Depois de tanto saber de pais que esquecem seus filhos nos carros quando vão trabalhar ou ir ao supermercado, resolvi adotar esse equipamento. É muito útil. Vem uma pulseira que é colocada no pulso do pequeno ou na roupa e um dispositivo que vai no chaveiro da casa ou do carro. Ele aciona um som e vibra se você se distância tantos metros e também serve caso o pequeno se aproxime (para pais que possuem piscina em casa). É um produto muito bom e útil. Caso haja interesse de alguém, eu passo o contato do meu amigo! Vale a pena o investimento.
...
Muitas pessoas vinham em minha direção e diziam: "Agora tu vai aprender a dar valor para a Karina" e coisas desse tipo. Bom, eu sempre dei valor. Aliás, se teve alguém que incentivou a viagem foi eu. A nega, orgulhosamente começou como estagiária na TOK, sem a ajuda de ninguém. Única e exclusivamente com mérito próprio. E lá foi crescendo na proporção do seu talento e hoje conseguiu realizar esse sonho. Penso que ter ciúmes  ou inveja nessas situações, nada mais é do que manifestar nossa insegurança ou incapacidade de atingirmos por conta própria, o mesmo estágio profissional e pessoal. Assim, desejo que a Karina continue crescendo, viajando, conhecendo novas pessoas e assim por diante. Mas que depois de tudo isso, ela ainda sinta vontade de voltar para casa. Como de fato, foi o que aconteceu! 
Se aprendi a dar valor para a mãe do meu filho, tenham certeza que ela aprendeu também a valorizar o cara que ficou cuidando do Bernardo nesses dias enquanto ela, buscava seu crescimento profissional do outro lado do oceano. Quem ganhou mais?? A resposta é evidente: O Bernardo.

Nega voltou! Na mala, milhares de presentes, muitas histórias para contar e a certeza de que não há lugar como nosso lar... 

Fico por aqui, 
Um Beijo, Paizão.

P.S. Esse post vai dedicado para a Vanessa Q. que carinhosamente me cobrou a continuidade da epopéia! 

terça-feira, 19 de março de 2013

Day #1

Buenas, se foi a nega... Não, não sejamos tão dramáticos. Ela apenas foi viajar a trabalho para Europa e passará 8 dias longe de nós! Isso quer dizer uma coisa:

FFREEEEEEEDDDDDOOOOMM!!

Juro que essa foi a primeira sensação que me veio quando virei as costas para ela no aeroporto junto com meu filho de 01 ano e 02 meses no colo. Afinal, é a primeira vez que eu vou ficar sozinho com ele! 

Porém, foi só entrar no supermercado para comprar a comida dos próximos dias que tudo mudou. Não sei porque, mas nada que diz respeito ao Bernardo e eu, é fácil ou simples. 

Cheguei no supermercado e me lembrei que havia deixado o carrinho dele em casa para que coubessem as malas da Karina no carro. Uma mulher que trabalha com moda e vai pra Londres a trabalho não poderia ter levado malas normais. Cabíamos todos dentro da mala menor que ela levou... Bom, fui atrás daqueles carrinhos que tem lugar para colocar o bebê e fazer compras ao mesmo tempo e não havia nenhum disponível. Nisso, foram 20 minutos esperando que algum vagasse. Bernardo, que havia saído da creche às 17:00 hrs e não havia comido nada (já eram 19:30 hrs), estava insano de fome. Depois de manietar o pequeno no carrinho, fomos direto para o departamento de bolachas. Abri um pacote de Waffer de chocolate para ele enganar o estômago enquanto comprava o resto das coisas. 

Vamos a lista de compras... e eram exatamente 47 itens, aleatoriamente distribuídos por absolutamente todo o supermercado. Deixa eu explicar uma coisa para vocês: quando se faz lista de supermercado é altamente recomendável dividir os objetos pelas categorias. Frutas, material de limpeza, frios, carnes iogurtes, verduras, etc. Porque se você não fizer assim, nós homens que não temos a habilidade de enxergar supermercados como "entretenimento", podemos ficar rapidamente de mau humor. Ainda mais se estivermos sozinhos com nosso filho... 

Depois de ir e voltar de uma ponta a outra procurando molho de tomate e requeijão, leite e creme de leite, pizza e gilete, entendi que a lista não estava em ordem. Bom daí em diante tudo foi bem mais fácil.

Mas adivinhem!!!! Óbvio que o Bernardo pra me ajudar fez um cocô ÉPICO! Como estava indo para o caixa e ele com sono, resolvi deixar para troca-lo em casa. Entretanto, o negócio exalava um odor que três tias diferentes me avisaram que "havia carta no correio". Acho que pensando que eu não havia me dado conta... 

Chegamos em casa, depois de 4 viagens entre carro e elevador para descarregar as compras, fui trocar o pequeno. Bom, quando eu abri a fralda dele, eu podia jurar que a professora que deu comida para ele hoje estava de sacanagem comigo. REPUGNAVA! Era uma pasta cor de beringela que de tão fedorenta, dava pra sentir o gosto na língua! Foram uns 17 lenços úmidos para dar conta do estrago. 

Feito isso, era hora da janta. Preparei uma mamadeira de iogurte e antes mesmo de terminar, ele já estava piscando os olhos de sono. Como ele está um pouco gripado, a ordem era aplicar Sorine antes de dormir. Surgiu a dúvida: dar ou não dar? Dei... Com ele meio dormindo mesmo. E foi a pior decisão da minha vida!!! Óbvio que ele não entendeu o que estava acontecendo e acordou de vez apavorado! Isso sem contar que ele ficou uns bons 5 segundos sem respirar e eu quase bati asas atrás da nega que recém chegava em São Paulo. 

Mas depois do susto, deu tudo certo. Pintucho segue dormindo até agora e com a respiração excelente. Trocado, limpinho e de barriga cheia. Acho até que vai sobreviver.. hahahah.

Por hora, a foto acima retrata bem o sentimento. Saudade é o rastro que a felicidade deixou já dizia o poeta... 

Amanhã tem mais! 

Super Beijo, Paizão. 


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Um dia na Pediatra.

Buenas, já que me propus a entrar de cabeça nessa história toda de ser um pai participativo e tudo mais, fui encarregado de levar o Bernardo na pediatra. Até então tudo bem, nada complicado correto? Errado, deu tudo errado.

Normalmente a coisa funciona assim: a Karina deixa tudo pronto, roupa, comida, bico, mamadeira e etc. Quando ela sai para trabalhar, só tenho que ir encaixando as peças. Ocorre que a pediatra era novidade, não fazia parte da rotina. Na minha cabeça era só pegar o filho e ir. Nenhuma outra instrução me foi passada! Foi exatamente o que fiz...

Chegando no consultório, havia duas mães, uma babá e três crianças no local. Tudo tranquilo até então. Estava me achando o máximo. Afinal, único pai presente, todo orgulhoso, escritor de um blog sobre a gravidez e tal. Porém, chegaram mais de 17 mães no consultório e eu acabei me  tornando a única espécime masculina no recinto. A partir de então, eu já comecei a desconfiar da minha boa-vontade de levar o filho no médico. Pôxa, será que só eu faço isso? Será que não é função única e exclusiva da mãe essas empreitadas?
Papo vai, papo vem, todo mundo feliz contando as alegrias e as dores dos filhos. Pelo que pude perceber, não existe pai que esteja 100% certo nunca! Como gostam de falar mal da minha categoria... Ou é porque não acordam de madrugada, ou porque não sabem trocar, ou arrumar, ou qualquer outra coisa que simplesmente não seja o jeito delas de fazer, não importa. Nós estamos sempre errados!

Mas enfim, em que pese minha vontade de falar umas verdades, numericamente eu estava em desvantagem. A preservação da vida falou mais alto. Mas o melhor estava por vir... O Bernardo é uma criança muito sossegada e simpática. Basta um "oi" mais meloso e ele abre o sorriso. A certa altura, no meio das suas risadas, ele começou a mudar o semblante. Era como se estivesse fazendo força, muita força. Eu, que já tinha visto essa expressão em outras ocasiões, sabia o que isso significava... Bom amigos, sabe quando você fica uns três dias sem ir aos pés? Pois esse acúmulo todo resolveu vim à tona... E veio, veio, VEIO!!! Senhores eu juro: tinha cocô até na nuca dele!
Eu fiquei em estado catatônico. Primeiro porque o cheiro tomou conta do ambiente todo. E eu, ao invés de assumir a autoria do filho que havia feito aquilo, tentei manter a elegância. Só que cada vez que uma mãe vinha em direção à ele eu entrava em pânico! Vai que a desgraçada resolvesse pegar ele no colo?? O que eu ia dizer??? Na dúvida eu pegava ele no colo e dizia: ele tá com soninho!!! Só que nisso, eu espalhava mais a coisa pelo resto do corpo...

Segundo, porque eu tinha esquecido toda a mala dele no carro! Não tinha uma fralda para trocar ele e sequer outra roupa! Pessoal, eu acho que nunca na minha vida fiquei tão nervoso! A situação era tão esdrúxula, tão inimaginável que eu suava frio! Foram os minutos mais longos por mim vividos.

Quando a Dra. abriu a porta e nos chamou, juro, eu era o cara mais feliz do mundo. Parecia que tinha visto a bandeira americana anunciando o fim da guerra! Eu me joguei nos pés dela e ofereci o Bernardo tal como o servo egípcio oferece presente aos Deuses.

Bom, na medida em que a Dra., foi trocando o filho, fui me acalmando. Consegui guardar algumas informações importantes sobre a consulta e no final o prejuízo foi de um body que tivemos que botar fora. Parando para pensar agora sobre tudo, dou risada. Mas não foi nada engraçado na hora. Enfim, o que vale foi a lição: NUNCA LEVE SEU FILHO AO PEDIATRA! ahahahah Brincadeira pessoal. Cada dia que passa é uma lição nova. Aprendi que organizar as coisas antes de fazer qualquer programação é fundamental para o sucesso da empreitada!

Vou ficando por aqui!!

Super Beijo, Paizão!

terça-feira, 17 de abril de 2012

3 meses D.N.


Inacreditáveis três meses depois do nascimento. Rápidos demais eu diria. Seguido quando nos perguntam qual a idade do Bernardo, as pessoas dizem que têm saudades deste tempo. Quando podiam controlar os filhos e a maior preocupação era apenas trocar a fralda e amamentar. Com razão... Sabe-se que a língua portuguesa é uma das mais complexas que existe. Mesmo assim, o velho clichê de que faltam palavras para descrever as novas emoções, aplica-se mais uma vez. 

A Teoria da Relatividade, por mais que tentem apontá-la como falha, segue firme aqui em casa. Tanta coisa mudou, muita coisa passou e há um oceano de coisas para serem vistas, experimentadas e vividas que a impressão que tenho, como disse a nega, é de que o filho sempre existiu em nossas vidas. Já não consigo me imaginar sem ele. O tempo quando estamos juntos ganha espaço: parece curto no presente, longo no passado e distante no futuro. Levo comigo a toda hora, o primeiro sorriso que ele me deu. A primeira vez que fui reconhecido e agraciado com um riso banguela que levarei para sempre na memória.  Isso e tantas outras coisas que surgem a cada dia, renovam essa emocionante aventura e fazem dela a melhor coisa que já me aconteceu na vida. E como todo mês fizemos uma festinha, não seria diferente desta vez...


O Bernardo esta um mês e meio à frente nasua evolução. E não pense que sou eu quem esta dizendo. Isto partiu da última consulta na pediatra. Disse ela que ele será um guri bem esperto. De fato, percebo que já reconhece pessoas, pega seus brinquedos com a mão e coloca o bico de volta na boca quando cai. O sono dura cerca de 6/7 horas por noite, segue sem cólicas e à exceção de estar com fome, não chora por mais nada. Já esta bem fimezinho e controlando cada vez mais os movimentos. O que impressiona nesse processo todo, é que as transformações acontecem quando menos se espera. Dia desses, estava fazendo palhaçadas e ele se sacudia para rir. Numa dessas, ele viu uma coisa passando na frente dele e ficou acompanhando. De um lado pro outro, pra cima e pra baixo. Pronto, ele tinha descoberto as mãos! Parecia que dava para ler os pensamentos dele. Tipo: "eu faço assim, isso vai pra lá. Faço assim, vem pra cá, pro lado, pro outro.... e tem essas coisas aqui na ponta que eu posso abrir e fechar e pegar meu bico!" hahahaha. Era ele, evoluindo, se descobrindo, crescendo, desenvolvendo. O processo de aprendizado deles, não tem limites, senão os que nós mesmos colocamos.... 

A nega e eu começam a debater a questão da creche. Afinal, em junho acaba a licença maternidade dela e o retorno ao velho horário integral de trabalho é necessário. Chegamos a conclusão que o melhor era colocar logo na escolinha, afinal, quanto mais cedo a criança for, melhor para se socializar e etc... Pois é, eu também pensava assim. Mas nossa pediatra me jogou um balde de água fria. A questão é simples.... Segundo a sociedade mundial de pediatria, estudos mostram que crianças que carregam dos pais qualquer doença genética (eu tive asma, bronquite e sou alérgico), quando entram em contato com agentes que liberam esses genes antes dos dois anos de idade, tem maior tendência a desenvolver a doença em comparação com aquelas que pegam os mesmos agentes após os dois anos de idade. O sistema imunológico delas esta mais preparado. Mas atenção, isso não quer dizer que a criança tenha que ficar enclausurada dentro de casa. O contágio de eventuais doenças acontece com a convivência por mais de 4 horas com outros bebês. Logo, você ainda pode levá-lo na natação, aula de música e demais atividades especiais para eles. Tal, vai ser o nosso caso. Bernardo iria começar natação por agora, não fosse uma tosse que pegamos. 

Sobre esse assunto, posso afirmar: dói demais ver nossos filhos sofrerem. Por conta dessa tosse, tivemos que fazer nebulização no pequeno. Bom, não preciso dizer da cara de choro dos dois quando fizemos a primeira inalação. É de cortar o coração ver aquela coisinha tão pequena e frágil, sofrendo. A máscara do aparelho, mesmo a menor, fica gigante da carinha dele... O que nos alivia é ver que ele segue alegre, sorridente e feliz! A primeira doença, a gente nunca esquece!

Segue a foto do gordo para vocês!!!

 
 E com esse sorriso gostoso, vou encerrando mais um post! 
 
Um super beijo, Paizão! 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Até aqui, tudo bem!


Conforme já havia dito no post anterior, ser pai é uma experiência para a qual não existe paradigma. Ultrapassados os primeiros dias em que praticamente não saímos de casa, era preciso voltar ao escritório e tentar voltar ao ritmo normal. Impossível! A sensação que tenho é aquela de quando você ganha um presente e quer chegar logo em casa para poder brincar, mas muito melhor. É uma saudade prejetada numa dimensão que ainda não havia experimentado. 
Chega a ser uma insanidade porque o filho dorme 17 horas por dia! Sente-se saudade de uma coisa que esta ali do seu lado... Ao mesmo tempo ser pai é viver na nostalgia de memórias de quando eu era pequeno e das coisas que vivi e imaginar como serão as experiências que ele vivenciará.. O primeiro dia de aula, os colegas, o primeiro beijo, os temas de casa etc, etc. Resgato meu passado recordando do quanto fui feliz!

Depois de umas semanas conturbadas, o filho começa a entrar numa rotina mais frequente. Parece redundante dizer isso, mas não é. Ele tem a rotina de mamar e fazer suas necessidades, nessa ordem, mas nem sempre na mesma hora...  A divisão das tarefas por igual começar a se encaixar. E eu, que praticamente era o limpador do coto umbilical (algo ridículo, mas importante que dura cerca de 10 segundos), agora tenho o momento do banho só pra mim! Há! Tks Dra. Rosa, nossa pediatra! 

No início, a nega monopolizava o filho. Com toda razão diga-se de passagem, afinal, a fonte de alimento é ela e para o recém nascido esta questão é de vida ou morte. Não tivemos, salvo algumas feridas que foram solucionadas com bicos de silicone, problemas algum com a amamentação. O cara parece um bezerro! É colocar ele no colo que já começa a fazer bico pedindo teta! As vezes quando ele esta sonolento, eu deito ele no colo na posição de dar mama e ele tenta pegar a teta!! hahahahahah 

Mas é preciso dividir a atenção ao filhote. E fica aqui a primeira dica: mulheres, dividam o filho com os pais! Isto evita que vocês se stressem e consigam descansar para quando ele efetivamente precisar da mamãe. Além do que, com o tempo, o cansaço bate e pode chegar ao ponto de você simplesmente apagar de tão esgotada durante uma mamada ou com ele no colo. E com isso o risco dele cair do seu colo é grande..

No início, o banho era de gato. Um pano molhado na água morna pelo corpinho e outro para tirar o sabão. Secar, limpar o nariz, fralda, roupa, pentear os cabelos e pronto! Cheiroso e perfumado. Agora, depois que caiu o coto, é banho de imersão e ele adora! Dia desses dormiu de tão relaxado que ficou. Isto porque lembra o tempo da vida dentro do ventre da mãe. 

Cuide com as visitas. Realmente é importante no início resguardar a criança e a mãe do assédio dos fãs... Se for visitar, o faça por no máximo uma hora, mas que isso começa a atrapalhar a rotina do bebê e da genitora. Evite impor suas sensações sobre o pequeno. Não é porque tua criança chorava de cólica que qualquer choro de outro bebê também seja pelo mesmo motivo. Cada um, cada um... Além do que é chato ouvir: "Ai tadinho, tá com dor/cólica/frio/calor/coceira!", quando na verdade é só uma fralda que precisa ser trocada. Isso confunde os pais que estão tentando decifrar o que cada choro significa. 

Não se engane, filhos dão trabalho! Faz parte do processo de amadurecimento da relação de vocês passar por isso. Ele provavelmente não se lembrará das noites em claro que você passou, das idas aos médicos, das vacinas e de todo o resto, mas você jamais esquecerá. Essas vivências que vão me aproximando cada vez mais dele, fazendo com que o ame a cada segundo mais e mais. E isso, ele só vai entender, depois que tiver o seu próprio filho... Por mais que tentemos abstrair para viver situações que ainda não passamos, nada substitui o fato vivido. Nossas projeções iludem. Só realidade nos mostra a verdade de cada um... Portanto, curta cada momento. Mesmo que isso seja lá pelas quatro da madrugada depois de um churrasco comemorativo da vitória do seu time de futebol, quando ele resolve acordar para ser trocado!

Porque vai haver um belo dia em que você chega em casa cansado. Seu filho não consegue dormir de jeito nenhum. Chora! Você troca as fraldas e nada... Alimenta e nada. Cantarola lullabies e nada. Então ele resolve se acalmar. Abre bem os olhos e lança esse olhar da foto aí em cima para você e fica te observando quietinho...  

Precisa dizer mais alguma coisa?

Um super beijo, Paizão!

domingo, 19 de junho de 2011

Kate Moss, o bebê e etc...


Olá Pessoal! Estamos com um problema. Depois de investigarmos as possibilidades de se pegar toxoplasmose mantendo um bichano em casa durante a gravidez, quem não quer mais chegar perto da grávida, é a gata. A foto acima retrata a cara da bichana cada vez que a Karina chega em casa. Parece que ela realmente já sentiu que vai ter que dividir o espaço da casa, com outro ser e está se acostumando com a idéia de não ser mais o centro das atenções da Karina (nunca foi o meu centro mesmo hehehe...). Fato é, que eu e a bichana estamos nos tornando próximos. Sim, ela vem pro meu lado, dorme em cima de mim e chega até a ficar do banheiro enquanto tomo banho. Eu acho que a gata é esperta e quer garantir o alimento dela no futuro, enquanto a Karina se preocupa integralmente com o pqno(a). De qualquer forma, não basta ser pai, tem que participar... Assim, qualquer coisa que diminua o peso do dia-a-dia da mãe, será feito com muito prazer.

Depois de nossa segunda consulta com o Doctor Guedes (apelidei ele de "toghuedes"), a paciente esta bem. Todos os exames deram normais, sem maiores alterações. Considerando que a primeira eco foi realizada acerca de duas semanas, estamos muito curiosos para saber como vai o desenvolvimento do "cavalo marinho", ver sua carinha e escutar seu coração bater. A próxima eco é a translucência nucal, ou seja, um passo muito importante na gestação. É através deste exame que vemos como está a saúde do bebê e outras coisas fundamentais. Isso vai ser daqui a duas semanas ainda, dia 07.07.2011. A nega segue com enjoos matinais e outros mais. Esses dias espirrei e ela ficou com ânsia... Vcs conhecem a figura né...

Ah sim... A Karina queria fazer o exame de sangue para saber o sexo. Na verdade eu não concordo muito com isso.. queria aproveitar cada momento da gravidez, inclusive esse de ficar torcendo pela eco para descobrir o sexo, mas a mãe tah louca pra comprar presentes e chamar pelo nome. Assim, VOTEM na nova enquete que criei. Teremos 10 dias para decidir se vamos fazer ou não o exame, depende de vcs.

Outra coisa, vcs notaram que a única que não escreveu no blog foi a mãe da cria??? Indignante não acham?? Mas ela esta se justificando dizendo que logo logo vem o post dela sobre isso tudo e agradecimento pelo carinho enorme que estamos recebendo de vocês.

E eu, sigo reiterando meu muito obrigado!

Beijos, Paizão.